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O preço de dizer a verdade?

Esta reportagem do jornalista Pedro Rosa Mendes terá resultado no seu despedimento, segundo se diz nalguns blogues.

A ser verdade, é gravíssimo. Mas, infelizmente, não será nada de admirar. Pois, como sabemos, desde há muito que os governantes  em Portugal não têm pejo em usar qualquer meio para se protegerem de uma verdade que os incomoda.

Actualização (às 19 horas):

É mesmo como se dizia, está confirmado. O jornalista Pedro Rosa Mendes foi mesmo “dispensado”, segundo ele mesmo,“… porque a administração da casa não tinha gostado da última crónica sobre a RTP e Angola” .

Pedro Rosa Mendes, como repórter de guerra, relatou todas as sensações por si vividas por terras africanas, nomeadamente em Angola e Moçambique. Numa viagem de costa a contra-costa, de mais de 10 000 quilómetros, o autor viu e assistiu a realidades novas e diferentes, ouviu histórias e conviveu com gentes em lugares de acesso praticamente proibido por causa de uma guerra sem tréguas, mesmo correndo o risco de “desaparecer sem deixar rasto”. Chocado com a realidade que lhe vai entrando pelos olhos dentro, Pedro Rosa Mendes diz sobre Angola (onde foi pela primeira vez em 1995) que o “surpreendeu o grau de destruição que é total e sobretudo o grau de destruição pessoal de cada indivíduo, do homem enquanto ser humano”.

Aprovação da legalização do casamento homossexual pela A. R., ontem:

– O que ficou a saber-se?
Ficou a saber-se que a Assembleia da República se está completamente nas tintas para a iniciativa, a vontade e o esforço de participação dos cidadãos deste país.
Ficou a saber-se que os actores da democracia dita representativa, os deputados, representam quase todos e quaisquer interesses – partidários, corporativos, das minorias, etc. – excepto os dos cidadãos que os elegeram.

– O que ficará a saber-se no futuro?
Ficará a saber-se, documentalmente, quem e quantos são os sodomitas e as lésbicas em Portugal, o que permitirá ao Estado e à sociedade proteger-se dos perigos que esta gente representa em termos de saúde pública.

 

Casamento gay - referendo

 

Foi ou não foi um exercício muito esclarecedor?