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Aprovada a adopção de crianças por pares de homossexuais – o estupro da democracia.

– Num país com mais de 1 milhão de desempregados e mais de 2 milhões pessoas a viverem em estado de extrema pobreza;
– Num país onde as desigualdades sociais e económicas continuam a crescer sem cessar;
– Num país em que grassa a precaridade laboral e campeia a corrupção;
– Num país… (esta lista podia alongar-se muito)

uma das primeiras leis que os deputados da Assembleia da República – acabados de ser eleitos para uma nova legislatura – aprovam, é uma lei que permite a adopção de crianças por pares de homossexuais.

E, chamam a isso uma “vitória da democracia”.

democracy - 2 wolves 1 lamb votingMas não é. É um abuso da democracia.
A democracia é a expressão da vontade da maioria e a maioria, a esmagadora maioria dos portugueses, não mandatou os deputados para aprovarem isto.

Esta é uma lei ‘contra naturam’. Por isso, e sem ser necessário qualquer julgamento de carácter moral, pode afirmar-se que esta é uma lei criminosa (esta é mais uma lei criminosa) contra aqueles membros da sociedade que não podem defender-se, as crianças.

Nota 1: Se quisesse fazer algum julgamento de carácter moral diria apenas que só os cobardes é que maltratam (e matam) os indefesos.

Nota 2: Se não percebem por que razão afirmo que uma acção ‘contra naturam’ é uma acção criminosa, pensem que as mesmas pessoas que fizeram e aprovaram esta lei se afirmam ecologistas e consideram criminosa qualquer acção contra a Natureza. E, são estas mesmas pessoas que fizeram e aprovaram a lei do aborto que consideram criminosas as touradas, as experiências laboratoriais em ratos e a pena de morte para os homicídas – só para dar alguns exemplos da estúpida incoerência.

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António Costa “é a continuação do Governo Sócrates”

Quem diz isto não sou eu, é o  ex-deputado do Parlamento Português para o Partido Socialista e actual candidato presidencial Henrique Neto.

O actual PS “é a continuação do Governo de José Sócrates”, afirma o candidato presidencial Henrique Neto em entrevista ao programa “Terça à Noite” da Renascença.
O militante socialista diz que a direcção de António Costa é composta pelas mesmas pessoas que estiveram com José Sócrates.
“O próprio líder [António Costa] nunca se distanciou, bem pelo contrário, tem defendido as políticas do Governo de José Sócrates”, afirma o empresário.*

A pergunta para o prémio máximo (minha tradução da expressão idiomática em inglês, “the million dollar question”) é: – Se António Costa “é a continuação do Governo de Sócrates”, os portugueses que pensam votar PS nas próximas legislativas 2015… querem mais do mesmo?

Costa e Sócrates amigos e iguais*António Costa “é a continuação do Governo Sócrates”, 20 Mai, 2015 • Raquel Abecasis (RR Renascença)

“É difícil distinguir” propostas do PS das do Governo

Quem diz isto não sou eu, é o ministro da Educação do actual governo do PSD, Nuno Crato.

Nós encontramos naquele documento [o relatório “Uma década para Portugal”, encomendado pelo PS e apresentado na passada semana, liderado pelo economista Mário Centeno], no que se refere à Educação, muitas preocupações que são coincidentes com as nossas. Encontramos alguns textos mesmo em que é difícil distinguir aquilo que esse texto diz daquilo que já dissemos em textos anteriores. Isto é altamente positivo. Essa coincidência é altamente positiva e dar-nos-á a possibilidade de discutirmos as propostas concretas, mas essas propostas têm que ser particularizadas para poderem ser discutidas

A pergunta para o prémio máximo (minha tradução da expressão idiomática em inglês, “the million dollar question”) é: – Se nada distingue as respectivas propostas de governação, porque votam os portugueses, alternada e maioritariamente, sempre nestes dois partidos, o PSD e o PS?

Castigat ridendo mores.*

A propósito da vitória do Syriza nas eleições gregas, democráticas, livres e justas, do passado domingo, 25 de Janeiro de 2014, e das declarações pouco democráticas que muitos governantes europeus, incluindo o primeiro ministro português, têm vindo a produzir sobre o assunto. / Thinking about the victory of the Syriza party in the democratic, free and fair Greek elections of the past Sunday, January 25, 2014, and the undemocratic statements that many European rulers, including the Portuguese prime-minister, have been producing on the subject.

Greek masks - Tragedy and ComedyExcerto do monólogo de Praxágora da peça “A Assembleia de Mulheres” de Aristófanes

PRAXÁGORA: [disfarçada de homem.] O meu país é-me tão querido a mim como vos é a vós, e eu gemo, e estou pesaroso com o que nele está a acontecer. Provavelmente nem um em dez dos que governam é honesto e todos os outros são maus. Se nomearem chefes novos eles farão ainda pior. É difícil corrigir o vosso humor rabugento; vocês temem aqueles que vos amam e atiram-se aos pés daqueles que vos atraiçoam. Houve um tempo em que não tínhamos assembleias, e então todos julgámos Agyrrio um homem desonesto; agora os termos estão estabelecidos, aquele que ganha dinheiro acha que tudo está como deve ser, e aquele que não ganha, declara que todos os que vendem os seus votos merecem morrer. Quando estivemos a discutir a aliança parecia que tudo iria acabar para Atenas se ela caísse. Logo que se fez, ficamos vexados e zangados e o orador que tinha causado a sua adopção foi obrigado a fugir para sua segurança. Vocês votam para vós mesmos salários tirados dos dinheiros públicos e só se preocupam com os vossos interesses pessoais; por isso o Estado coxeia…

Excerpt of the monologue of Praxagora from the play “The Ecclesiazusae” by Aristophanes.

PRAXAGORA: [Disguised as a man.] My country is as dear to me as it is to you, and I groan, I am grieved at all that is happening in it. Scarcely one in ten of those who rule it is honest, and all the others are bad. If you appoint fresh chiefs, they will do still worse. It is hard to correct your peevish humour; you fear those who love you and throw yourselves at the feet of those who betray you. There was a time when we had no assemblies, and then we all thought Agyrrhius a dishonest man; now they are established, he who gets money thinks everything is as it should be, and he who does not, declares all who sell their votes to be worthy of death. When we were discussing the alliance, it seemed as though it were all over with Athens if it fell through. No sooner was it made than we were vexed and angry, and the orator who had caused its adoption was compelled to seek safety in flight. You vote yourselves salaries out of the public funds and care only for your own personal interests; hence the state limps along…

 *Significado no Dicionário de Latim. / Meaning on Latin Phrases & Quotes.

Text source: / Tradução expedita a partir de: A monologue from the play “The Ecclesiazusae” by Aristophanes

O governo de salvação… do ‘pão para a boca’ dos privilegiados.

Não me apetecia nada escrever sobre este assunto, mas fui-me enojando progressivamente nas 2 últimas semanas até à náusea completa. Em 3 fases:

1.ª Foi iniciada a campanha de limpeza da imagem de algumas das mais sinistras figuras que jamais passaram pelos governos em Portugal, as quais são responsáveis pela destruição económica e social do país. Estas figuras deveriam estar a responder nas barras dos tribunais pelo que fizeram aos portugueses, tal como aconteceu aos governantes islandeses. Mas, por cá não só ficam impunes como ainda as instituições políticas lhes abrem as portas para novas oportunidades de voltarem a fazer o mesmo.

Vou dizer devagarinho, para todos poderem perceber: Quem_ criou_ o_ problema_ não_ pode_ fazer_ parte_ da_ solução.

2.ª Andam por aí umas forças políticas disfarçadas de movimentos de cidadania a pedir ao senhor Silva a constituição de um governo de iniciativa presidencial. Ora, tais forças sabem muito bem (ou tinham obrigação de saber) que após Ramalho Eanes a Assembleia Legislativa, furiosa com a iniciativa presidencial, retirou à presidência da República o poder de constituir governos sem o seu aval. O problema é que, tal como muito bem dizia Richard Buckminster Fuller, os políticos estão sempre a manobrar de forma realística para as próximas eleições mas estão ultrapassados no que respeita à resolução de problemas fundamentais. O problema é o tipo de gente que controla actualmente os aparelhos partidários e, através deles, a legislatura e o Estado.

Vou dizer devagarinho, para todos poderem perceber: Quem_ faz_parte_do_ problema_ não_ pode_ fazer_ parte_ da_ solução.

3.ª Contudo, nojento até ao vómito é vir um grande amigo dos “mais pobres”, o qual – consta por aí – terá proventos (pagos pelo erário público) de 500 mil euros mensais, afirmar publicamente que os portugueses (alguns já passando fome) precisam que o partido dele faça parte de um “governo de salvação nacional” “como de pão para a boca”. Tal como muito bem recordou um amigo meu há apenas 2 dias atrás, as alianças entre liberais e socialistas que pretendem conduzir reformas políticas podem acabar num assalto ao palácio de Inverno.

Vou dizer devagarinho, para toda a gente poder perceber: Quem_está_na_raiz_do_problema_não_pode_fazer_parte_da_solução.

Animal Farm Card by Sharon

As vozes dos donos.

Obedicer à voz do donoCom eleições, troika exigirá carta de compromisso a PS, CDS e PSD
04 Julho 2013, por Rui Peres Jorge (PÚBLICO)

Europa exige garantias do Governo até segunda-feira
04 Julho 2013, por Bruno Simões (PÚBLICO)

*As notícias foram apanhadas de uma colectânea encontrada aqui.

Nota: Os meus leitores têm notado certamente que os postais são cada vez mais sintéticos. Isso deve-se a uma falta de disponibilidade maior do que é habitual que brevemente aqui explicarei. Sinteticamente, claro. 😆

Prémio Nobel do quê?

Alfred Nobel estabeleceu claramente no seu testamento que anualmente deveria ser entregue um prémio monetário (bem substancial) à pessoa que tiver feito mais ou melhor trabalho para a fraternidade entre as nações, para a abolição ou redução de exércitos permanentes e para conservação e estímulos de congressos de paz.

Em 2009 o prémio foi atribuído ao acabado de eleger presidente Barack Obama.

Sete mortos no primeiro ataque com drone depois das eleições paquistanesas

Em 2012 foi atribuído à União Europeia.

Rebeldes sírios poderão receber armas da União Europeia a partir de Agosto

A causa da paz está, pois, tão bem entregue como a herança de Alfred Nobel.

The Ruins, C. F. VolneyAo ler estas notícias vieram-me difusamente à memória as palavras que Volney atribui à aparição em As Ruínas de Palmira*:

… Ah! it is falsely that you accuse fate and heaven! it is unjustly that you accuse God as the cause of your evils! Say, perverse and hypocritical race! if these places are desolate, if these powerful cities are reduced to solitude, is it God who has caused their ruin? Is it his hand which has overthrown these walls, destroyed these temples, mutilated these columns, or is it the hand of man? Is it the arm of God which has carried the sword into your cities, and fire into your fields, which has slaughtered the people, burned the harvests, rooted up trees, and ravaged the pastures, or is it the hand of man? And when, after the destruction of crops, famine has ensued, is it the vengeance of God which has produced it, or the mad fury of mortals? When, sinking under famine, the people have fed on impure aliments, if pestilence ensues, is it the wrath of God which sends it, or the folly of man? When war, famine and pestilence, have swept away the inhabitants, if the earth remains a desert, is it God who has depopulated it? Is it his rapacity which robs the husbandman, ravages the fruitful fields, and wastes the earth, or is it the rapacity of those who govern? Is it his pride which excites murderous wars, or the pride of kings and their ministers? Is it the venality of his decisions which overthrows the fortunes of families, or the corruption of the organs of the law? Are they his passions which, under a thousand forms, torment individuals and nations, or are they the passions of man? And if, in the anguish of their miseries, they see not the remedies, is it the ignorance of God which is to blame, or their ignorance? …

*Perdoem, mas só tenho o livro em inglês e estou demasiado cansado para traduzir. No entanto, o inglês do texto é tão correcto que a tradução automática do tradutor da Google, embora no usual “brasiloguês”,  é perfeitamente compreensível. Basta copiar daqui e colar lá.

Democracia, isto?

Votei e tornaram-me escravo fiscalA democracia é o governo dos homens livres.

Os escravos não existem politicamente.

A escravatura fiscal é uma forma de escravatura como qualquer outra.

Jovens a recibo verde passam a descontar mais

por Margarida Bon de Sousa (jornal i)

Ultimamente tenho-me sentido muito assim:

D. Quixote - painel de azulejos em DaimielD. Quixote - painel de azulejos em DaimielD. Quixote - painel de azulejos em Daimiel

Tamanha foi aqui a luta contra as práticas antidemocráticas dos governos anteriores, do pseudo-engenheiro e filósofo! Para quê, afinal? O actual governo revela-se um tão implacável inimigo da vontade e da liberdade dos cidadãos como o anterior. A perseguição fiscal aumentou, a produção legislativa tornou-se mais feroz e imprudente, a prestação de cuidados primários à população diminuiu – apesar de a despesa continuar a aumentar, …

*fotografias de alguns dos painéis de azulejos que embelezam a taça da fonte da praça central de Daimiel, Castilla – La Mancha

(CA)Ah, o grande democrata do Blasfémias!

Após várias tentativas goradas de comentar no blogue Blasfémias – tentei em 2 ou 3 artigos diferentes, de autores diferentes e até experimentei usar um outro endereço de e-mail meu – posso concluir sem qualquer dúvida que os meus comentários são todos bloqueados naquele blogue.

Por coincidência, ou não, isto acontece logo a seguir a ter-me sido apagado [ou,  mais provavelmente, marcado como spam, tendo em conta os acontecimentos posteriores que relato em adenda no final deste texto] um comentário que se referia a este postal do postaleiro CAA, deixado na caixa de comentários do postal anterior, do postaleiro Gabriel Silva, porque o grande democrata postaleiro CAA deixa agora quase sempre os comentários fechados no que publica.

O comentário, muito curto, é bem fácil de reproduzir de memória e dizia muito aproximadamente o seguinte:

CAA será a abreviatura de Carlos Abrantes Amorim ou de Carlos Abreu Abrantes? Ele há gente que se presta a cada frete!

É caso para dizer, por analogia com o provérbio popular, que mais depressa se apanha um “democracaa” do que um coxo.

Adenda: Já depois de ter escrito, no dia 24 de Fevereiro do corrente, e deixado em rascunho o texto acima vieram a acontecer coisas ainda mais estranhas. Nos dias 26 e 27 de Fevereiro nenhum dos comentários feitos em blogues (gratuitos ou pagos) alojados na plataforma wordpress foram publicados, ao contrário dos comentários feitos em blogues alojados noutras plataformas (como a blogger ou a sapo). Sobre isto pedi de imediato esclarecimento aos serviços de suporte da wordpress. No dia 28 de Fevereiro esta situação foi resolvida e passaram a aparecer publicados os novos comentários feitos na generalidade dos blogues wordpress excepto no Blasfémias e no Insurgente(!).