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O maldito está de volta a Portugal.

Infelizmente para todos os que não têm parte com ele. Não terá sido sequer por acaso que escolheu a quinta-feira santa ou de endoenças, que simbolicamente configura o indulto do criminoso (Barrabás) e a condenação do inocente (Jesus), dando início ao negro período que a todos parecia ser o da vitória do mal (Satanás). Parecia, mas não foi, pois o mal jamais poderá vencer e Deus o provou mais uma vez com a ressurreição de Jesus, o seu filho muito amado, ao terceiro dia. Nisto radica a esperança indomável dos cristãos, porque Deus fez-lhes assim perceber que a morte do corpo não é o fim. O fim absoluto do Homem – tal como o dos anjos – é a separação do seu espírito do Espírito de Deus, e é isto mesmo que Jesus diz na seguinte passagem: Declaro solenemente que qualquer pecado dos homens pode ser perdoado, incluindo a blasfémia. Mas a ofensa contra o Espírito Santo, essa não pode nunca ser perdoada. É um pecado que fica para sempre. (Marcos 3: 28-29)

E, já agora, noutro registo, deixem-me acrescentar: – Um povo que permite ao canal público de televisão, pago com o seu dinheiro de taxas e impostos, contratar o tratante que quase levou o país à ruína, que o deixou hipotecado por longo tempo, que destruíu o futuro da(s) próxima(s) gerações, é um povo de pamonhas.

Fiscocracia à portuguesa* e os salteadores da farda pedida.

 

 

Fisco vai cobrar dívidas em Operações Stop

 

 

Ainda há por aí algum imbecil com ideias de apelidar esta gente de liberais?

Quanto tempo faltará para que nos entrem novamente casa adentro a horas mortas?

Nota: Como (quase) sempre nos postais deste blogue, as imagens também têm linques para textos a propósito.

*Uma síntese entre a cleptocracia e a plutocracia.

Notícias citadas nos postais lincados (não vão perder-se, por qualquer razão):
Como o fisco vai utilizar as operações stop para cobrar dívidas
05/06/2012, Dinheiro Vivo
Estado injecta 4,3 mil milhões no BCP e BPI e nomeia gestores
Maria Teixeira Alves, 05/06/12, Económino

Desemprego: O Álvaro (ministro) e o governo tentam fintar a realidade.

“O Tolo acredita no Idiota. O Idiota acredita no Imbecil. O Imbecil acredita no Ignorante. O Ignorante acredita em tudo.”
Alvaro G. Loregian (pensador)

Em Portugal, a Economia asfixia debaixo de uma carga tributária e de um peso administrativo excessivos. Por essa razão, não só não há criação de emprego como, pelo contrário, há forte destruição de emprego.

Vai daí, o importado Álvaro, cada vez mais digno sucessor dos seus antecessores*, tem uma soltura mental e avança com o mais fátuo conjunto de me(r)didas jamais visto por lusas terras – que sairão bem caras ao bolso do contribuinte -, de entre as quais se destacam pela sua originalidade as seguintes:

Desempregados vão ter gestor de carreira
Ideia é facilitar o regresso ao mercado de trabalho, anunciou ministro da Economia
Por Redacção/JF, 2012-02 (Agência Financeira)

Governo financia empresas privadas de emprego
24.02.2012 – Por Raquel Martins (Público)

Mas o título de que ninguém se irá esquecer é este:
Governo espera empregar 3 mil pessoas por mês

23 Fevereiro 2012 (Correio da Manhã)

Depois não diga que não foi avisado, ó Álvaro (ministro).

*Reparem na cor da gravatinha dele na foto.

A semana do merceeiro e dos trolhas.

Durante toda a semana só se ouviu falar em toda a comunicação social de um tal Jerónimo, a quem toda a gente afinal chama Alexandre, e de uns tais pedreiros (supostamente livres, mas não se sabe de quê) que todos designam pela tradução francesa da palavra – maçons.(1)

Face a tais equívocos, a equipa unitária do Jardim no Deserto decidiu emprender uma missão populista de esclarecimento das massas nacionais sobre a verdadeira identidade dos aludidos personagens, desmistificando os mistos e desenleando as lêndeas.

1. O Geronimo (à portuguesa Jerónimo) foi um chefe índio famoso por ter-se recusado a aceitar ser roubado na sua própria terra natal.

2. Os últimos pedreiros livres do mundo foram os Flintstones (à portuguesa Pedregulhos),  mas eles são apenas figuras de ficção e nunca existiram na realidade.

(1) – Estão de parabéns os spin doctors ao serviço do steps rabbit.

Nota: Este postal serve para mostrar ao meu amigo Jorge que, tal como eu lhe disse, este blogue deveria ter sido incluído na categoria Humor do Concurso Blogs do Ano 2011, lançado pelo Aventar, e não na categoria Diários de Bordo em que ele teve a ambilidade de o inscrever. 😆

O que impede Portugal de sair da crise económica? (3)

continuado daqui(1) e daqui(2)

1. A cultura da fraude.
1.3. Uma tentativa descarada de burla na formação.

O meu amigo de longa data Manuel é um experiente e competente maquetista virtual (veja anúncio na aba lateral esquerda deste blogue). Aliás, ele é bastante mais do que isso mas, nas suas próprias palavras, “o bando que lute pelos peixes mortos que os homens das redes deitam fora, que eu prefiro comer pouco mas voar em liberdade” – uma metáfora entre o mundo dos projectos de construção e uma determinada passagem do livro (ou cena do filme?) Fernão Capelo Gaivota.
Muito recentemente o meu amigo recebeu um e-mail com a extraordinária proposta de trabalho que consta do “print” seguinte:
(contendo, reparem, uma explicação detalhada da escala 1:10)

O “programa de trabalho” e o aspecto das “vitrinis” a que se refere o texto do e-mail vinham em anexo, em documentos originais do centro de formação Citex que a “cliente” do Manuel frequenta como aluna:

(clique nas imagens para as ver maiores)

A história da esperteza do português Francisco.

Suponhamos que um português chamado Francisco, a quem todos tratam por Chico, decide contrair um empréstimo de 100 mil euros para pagar várias dívidas que foi acumulando ao longo de alguns anos em que os gastos foram sempre superiores aos rendimentos.

O Chico pede então um empréstimo de 100 mil euros ao único banco que ainda lhe concede crédito: o BCE – Banco dos Custos Empurrados. O crédito é concedido por um prazo de 7 anos sujeito a uma taxa de juros de 5,7% ao ano.

Faça-se aqui o cálculo simples dos custos deste empréstimo ( sem correcções à taxa de juro aplicada nem contabilização de despesas associadas ao risco do cliente):

100 000 x 0,057 x 7 = 39 900 € (total de juros)

100 000 + 39 900 = 139 900 € (total a pagar)

Mas o Chico não muda de vida – mantém o carro de alta cilindrada, continua a comer em restaurantes caros, a comprar os gadjets electrónicos mais recentes e roupas de marca, … -, não diminuindo as despesas. Tenta aumentar os seus rendimentos cobrando mais aos seus clientes, mas aqueles reagem diminuindo o recurso aos seus serviços.

Logo que tem que começar a pagar o novo empréstimo, o Chico não é capaz de satisfazer os montantes exigidos para a sua amortização. O banco percebe que o Chico é incapaz de pagar as prestações resultantes daquele empréstimo, com aquele prazo, e propõe-lhe aumentar o prazo de pagamento do empréstimo para 15 anos com juros a uma taxa média de 4,4% ao ano.

100 000 x 0,035 x 15 = 66 000 € (novo total de juros)

100 000 + 66 000 = 166 000 € (novo total a pagar)

O Chico sai do banco muito contente com a sua esperteza. Quando conta aos amigos a proeza eles passam a chamar-lhe  Chico esperto.

A minha primeira espera*, na condição de presa.

Caça de esperaNa semana passada fui mandado parar, numa certa rua de Carcavelos, por um homem armado que imediatamente me informou eu iria ser multado. Após algum tempo de espera pela minha vez, que havia muita…, muita…, clientela, o dito homem armado lá conseguiu arranjar um bocadinho para mim e começou por me acusar mentirosamente de não ter parado num determinado sinal de stop que ele nem sequer via do sítio onde estava e onde eu não poderia ter deixado de parar dado o trânsito intenso no outro sentido, aquele com prioridade. A minha perplexidade demonstrada era tão grande que talvez até tivesse conseguido escapar-me ao injusto castigo, não fora a minha, muito inconveniente, personalidade altruísta ter-me feito expressar a indignação relativamente à espera ali organizada.

Passado este acometimento inesperado tentei, insistentemente, chegar à fala com o dito homem armado ou o chefe dele, convencido que seria possível demonstrar o óbvio da insustentável acusação. Debalde.

Sei que não devia deixar-me indignar, mas antes mostrar gratidão ao meu (certamente muito cansado, com todo o trabalho que lhe dou) anjo protector: afinal, há mais de vinte anos que não era assaltado, perdão, autuado. Mas, não consigo aceitar esta “igualdade” perante a lei entre o homem armado e a minha desarmada pessoa. A falsa acusação dele já me custou cem euros – multa ou caução no mesmo valor –, sem contar com o tempo perdido em diligências vãs. Se eu vier a acusar, com verdade, o homem armado de mentiroso (ou ladrão), a mesma lei permite-lhe processar-me por difamação não consiga eu arrolar factos e testemunhas suficientes para o provar (e como poderia eu fazê-lo?).

Há muito que não pagava por uma história para contar. O elevado preço desta, não tanto em dinheiro (que já não é pouco), mas especialmente em injustiça, decidiram-me a contá-la melhor e com toda a possível informação conexa. Ficai atentos.