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A ditadura ortográfica em Portugal.

O Ministério da Educação ordenou que sejam penalizados nos exames a realizar em 2015 os alunos que não usem a nova escrita acordizada, arbitrariamente e ilegalmente imposta à administração pública portuguesa pelo governo.
Esta é mais uma das muitas ordens prepotentes do governo nesta matéria.

Veja-se, por exemplo, o caso dos alunos que irão realizar exames de 12.º ano em 2015. A “nova ortografia” (como lhe chama o M.E.) foi imposta no ano lectivo de 2011-12. Os alunos referidos estariam então, na sua maioria, no 9.º ano de escolaridade. No ano em que foi imposta não existiam manuais novos para este nível, pelo que estes alunos só terão tido contacto com a escrita acordística no ano lectivo seguinte, 2012-13, e apenas em alguns (muito poucos) manuais. Isto significa que estes alunos passaram 10 anos de uma escolaridade obrigatória de 12 a escrever em português correcto (pré-acordístico). É impossível que estes alunos consigam usar a “nova ortografia” na escrita. E, se estiverem preocupados em fazê-lo, isso irá prejudicá-los na expressão dos conteúdos no tempo limitado de uma prova de exame.

ditadura ortograficaA imagem de base do cartaz foi apanhada aqui.

Nota: Não foi possível encontrar uma única notícia sobre este assunto, pois os meios de comunicação social em Portugal não são independentes e seguem, na sua maioria, as ordens do poder político e económico.

O próximo porquinho a cair é…

Apesar do wishful thinking dos analistas e quejandos, a próxima Economia do sul europeu a colapsar não será Portugal, mas a Itália. E, o impacto será enorme.

Tal como já havia sido apontado aqui mas, como de costume, ninguém acredita.

Nota: A Economia portuguesa continuará a definhar lentamente ao longo de 2012, com os portugueses a deixarem-se esmifrar pelo fisco cada vez mais até que… ?

Como se qualifica um povo que:

– em nome de uma falsa justiça fiscal permite que lhe destruam a Economia?

– em nome de uma falsa unidade da ortografia permite que lhe destruam a Língua?

– em nome de uma falsa justiça social permite que lhe destruam o serviço público de cuidados de saúde?

– em nome de uma falsa recuperação económica permite que lhe sejam penalizados os mais pobres?

(clique na imagem para ver a sua origem)

Como se qualifica um povo que comete sempre os mesmos erros? Que não valoriza a democracia por não querer a responsabilidade de fazer as suas próprias escolhas?

As novas invasões bárbaras.

O novo governo da Grécia, liderado por um alemão:


O vice-presidente do Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (Berd) e ex-diretor-geral da Comissão Europeia, Horst Reichenbach, será o líder do grupo de trabalho, criado por proposta do presidente do Executivo da UE, José Manuel Durão Barroso, e em consultas com o Conselho Europeu e o primeiro-ministro grego, Giorgos Papandreou.

(UE cria grupo de trabalho para prestar socorro técnico à Grécia, 20/07/2011, UOL Notícias – Economia)

Ah, mas Portugal é diferente da Grécia! É mesmo?


De acordo com os dados do departamento de gestão da risco de Crédito e Caución, foram registados 2.677 novos processos de falência no país entre Abril e Junho. Ou seja, mais 18 por cento do que no primeiro trimestre, mas mais 71 por cento do que em igual período do ano passado.

(Níveis de insolvência atingem recorde histórico, 02.08.2011, Público – Economia)

A ignorância da História faz com que os ignorantes, sejam eles indivíduos ou povos, voltem a cometer os mesmos erros do passado. Porque, tanto a cupidez, como a estupidez humanas em nada mudaram.


Por esta altura, os Germanos coexistiam pacificamente com o império: os utensílios e moedas encontrados em túmulos germanos provam a existência de relações comerciais entre as duas civilizações, principalmente nas regiões entre o Elba e o Mediterrâneo, ao longo do vale do Reno, e pelo Vístula e mar Negro.

As relações entre bárbaros e romanos não se limitavam, contudo, à esfera comercial e cultural … A sucessiva falta de mão-de-obra no campo obrigava o império a permitir a entrada destes povos, formando assim assentamentos caracterizados distintamente: os federados, ligados a Roma por um contrato, aos quais era permitida a preservação dos costumes, organização social e política, em troca da prestação de serviço militar. No decorrer do século IV, estes tratados de federação aumentavam substancialmente, na tentativa de vencer a crise que se aproximava.

A estrutura administrativa do Império Romano dependia fortemente dos tributos que impunha aos novos vencidos …

Na tentativa de contrapor a crise, foi organizado um pesado sistema de impostos …
(Excertos do artigo sobre as invasões bárbaras na Wikipedia)

Tanto jornalista, tanto especialista, tanto economista, tanto gestor, tanta luminária (de vidro fosco, certamente) e ainda não perceberam o que está a acontecer, o que nos estão a fazer?

Fiquem, então, atentos ao próximo artigo aqui no Jardim. A coisa é até muito simples, como verão. A questão é: quererão ver? Porque não há maior cego do que aquele que não quer ver – já lá diz o provérbio.

Brevíssima lição de Economia política para totós.

Duas notícias em destaque hoje, na imprensa dita económica:

A dívida portuguesa inicia mais uma sessão sob forte pressão dos mercados. As taxas estão a subir em todos os prazos e já ultrapassaram os 10,35% na maturidade a cinco anos.

(Juros da dívida voltam a abrir em recorde, 14 Abril 2011, Edgar Caetano, Negócios)

O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, disse em entrevista ao jornal Die Welt que Portugal poderá receber assistência financeira por parte dos parceiros europeus. Mas essa ajuda irá implicar “condições rígidas”.

Schaeuble: Ajuda a Portugal só mediante “condições rígidas”, 14 Abril 2011, Edgar Caetano, Negócios)

Qual a mensagem subjacente a ambas as notícas? É simples:

– Após as análises prévias, o pessoal do FEEF/FMI percebeu que a situação das vossas contas públicas está pior do que o pior dos cenários antecipados e que vocês precisam, não dos 75/80 mil milhões que se pensava, mas de uns 120/130 mil milhões só para vos manter à tona e a respirar – uma dívida que vocês não vão conseguir pagar com o vosso rendimento actual. São precisas mais garantias, que é como quem diz: o que têm vocês mais para vender/privatizar ao desbarato?

Talvez pensem que isto é exagero? Pois, pensem outra vez.

Um paradoxal castiMasoquismo - cartoongo para a esquerda marxista que durante tanto tempo tudo fez para manter a pseudo-esquerda rosada com medo do papão do neo-liberalismo da pseudo-direita alaranjada, a qual nunca teria deixado chegar tão longe em matéria de privatizações.

Os profetas do pê ésse dos últimos dias.

PS - Partido Sócrates… Ana Benavente critica “o autoritarismo da actual liderança”. “Tornou-se autocrata, distribuindo lugares e privilégios, ultrapassando até o “centralismo democrático” de Lenine. Alimentando promiscuidades que recuso”…

“O PS hipotecou o seu papel na sociedade portuguesa e deixou-nos sem perspectivas de um futuro melhor. Assumiu o papel que antes pertencia aos centristas do PSD, ocupou o seu espaço e tornou o país mais pobre, política e economicamente.”

(Autoritarismo do PS de Sócrates ultrapassa “centralismo democrático” de Lenine, por Nuno Simas, 07.02.2011, Público)

… O partido vai pagar duramente estes anos de José Sócrates. Os erros são tantos, e de tal maneira graves, que põem em causa a independência nacional. Estamos cada vez mais dependentes do exterior e o PS vai ser penalizado por ter feito muitas asneiras, mas também por não ter feito nada, até à última hora, para as corrigir.

(Henrique Neto. “Seguro deve avançar contra Sócrates”, por Luís Claro, publicado em 08 de Fevereiro de 2011, jornal i)

O calendário gregoriano, os mercados e a persistência nos erros.

Não obstante os abundantes esclarecimentos sobre a inexistência de um ano zero no calendário gregoriano e o consequente início de novos séculos, milénios ou décadas nos anos com números terminados em um (ao início do século 1 atribuiu-se o ano 1, logo o início do século 21 teve forçosamente início no ano 2001), os jornalistas não terão aprendido nada e voltam a declarar o início da segunda década deste novo século neste ano de 2010.

O primeiro ano da segunda década deste século NÃO É 2010, será 2011.

Infelizmente, a persistência no erro (que transforma a ignorância em estupidez) não é exclusiva dos jornalistas:

FED defende mais regulação para proteger sistema financeiro
Economia
04/01/10, 07:55
OJE/Lusa

Bolha especulativa - ilustração

A História repete-se?

Ou os políticos cometem sempre os mesmos erros?

(actualizado às 19:30)

 

Há já algum tempo que andava com a sensação difusa de já visto (dejá vu) quanto à conjuntura política e económica actual, até que finalmente encontrei este texto.

 

“Capítulo 1

SOS Europa

Ilha terceira, arquipélago dos Açores, 13 de Dezembro de 1971.

Aí decorre um encontro inesperado entre Georges Pompidou e Richard Nixon. O Presidente de República francesa, depois de ter consultado os seus parceiros europeus, procura, com o seu homólogo americano, uma solução para a crise monetária internacional. Desta entrevista sairão os acordos assinados a 18 de Dezembro no Smithsonian Institute de Washington: a hemorragia persistente do dólar, …, será sancionada por uma desvalorização da divisa americana e por uma revalorização da maior parte das moedas europeias em relação ao ouro.

(A Europa) Depois de ter reencontrado o seu poder comercial, graças ao lançamento do Mercado Comum, parecia reconquistar uma supremacia tecnológica.

O declínio americano nos planos económico, monetário, tecnológico, militar – com o arrastamento do problema do Vietname – parecia confirmar-se. … Erro trágico, formidável miopia dos europeus, que não sentiram que as realizações da primeira e segunda revoluções industriais e que o futuro se jogava no infinitamente pequeno, …, com as pulgas electrónicas. …”

(in As Metamorfoses da Europa de Michel Richonnier, publicações D. Quixote, Lisboa 1986)

 

A situação actual é idêntica. É claro que os nomes das componentes são diferentes: Nixon substitui-se por Bush (com grande desvantagem para o povo americano, segundo alguns, se quiser dar-se ao trabalho de ler), Pompidou dá lugar a Merkel, os encontros bilaterais dão lugar a animados encontros a oito (G8), passa a dizer-se Iraque (acrescido de Afeganistão) em vez de Vietname, Mercado Comum chama-se agora União Europeia, a primeira e segunda revoluções industriais deram lugar à terceira. E o futuro? Onde se joga hoje o futuro? Ainda não adivinharam?

 

GOVERNO DOS EUA RECONHECE O PICO PETROLÍFERO

Numa série de posters agora publicados, o Departamento da Energia (DOE) dos EUA reconhece finalmente a realidade do Pico Petrolífero. (…)

O poster referente ao pico – Peak Oil-The Turning Point – menciona as datas previstas por diversos peritos, sem que o DOE endosse qualquer delas.” [procure aqui]

cartaz do pico petrolífero

 

 

 

Para além da era do petróleo

por Michael T. Klare [*]

Em Maio último, num movimento pouco noticiado e que passou quase desapercebido, o Departamento da Energia [dos EUA] efectuou uma viragem fundamental que quase significa uma mudança de época nos EUA e até na história mundial: aproxima-mo-nos do fim da Era do Petróleo e entrámos na Era da Insuficiência. O departamento deixou de falar em “petróleo” nas suas projecções das disponibilidades futuras e passou a falar em “líquidos”. A produção global de “líquidos”, indicou o departamento, ascenderá dos 84 milhões de barris de equivalentes do petróleo (mbep) por dia em 2005 para uns projectados 117,7 mbep em 2030 — o que mal chega para satisfazer a procura mundial prevista de 117,6 mbep. Para além de sugerir até que grau as companhias petrolíferas cessaram de ser meras fornecedoras de petróleo e passaram a ser fornecedoras de uma grande variedade de produtos líquidos – incluindo combustíveis sintéticos derivados do gás natural, milho, carvão e outras substâncias – esta mudança dá uma pista para algo mais fundamental: entrámos numa nova era de competição energética intensificada e de dependência crescente da utilização da força para proteger fontes de petróleo.” [ler mais]

 

Gráfico Descobertas de Petróleo

 

 

 

 

BP, CONOCO E AIE TAMBÉM RECONHECEM O PICO

Após o presidente da Total, na semana passada, mais dois presidentes de grandes empresas petrolíferas – BP e CONOCO – vieram agora a público para emitir firmes advertências de que o Pico Petrolífero está a acontecer neste momento.” [procure aqui]

 

Entretanto, o que faz a Europa? O autismo e a arrogância dos europeus continua igual (senão pior) ao que era em 1971. Os americanos voltam a desvalorizar a sua moeda, exactamente o oposto do que fazem os europeus, e preparam-se para a mudança, dolorosa mas inevitável. A verdadeira estultícia não resulta da falta de conhecimentos, mas da incapacidade de aprender com a experiência.

 

E cá pelo jardim à beira mar plantado? O que fazem os decisores – para além de aumentarem os impostos para comprarem carros de luxo e arranjar mais verbas para passear, claro – e os divulgadores oficiais da informação do reino?

 

PETRÓLEO: OS MÁXIMOS HISTÓRICOS E OS MEDIA

Dia 1 de Novembro o preço do petróleo tornou a atingir novos máximos históricos.

A cotação do WTI ultrapassou os US$96 por barril e a do Brent os US$91/barril.

No entanto, os media portugueses que se proclamam ‘de referência’ evitam cuidadosamente as expressões “Pico Petrolífero”, ou “Peak Oil” ou “Pico de Hubbert”.

A desinformação por omissão continua.

A ignorância da realidade do Pico não permite aos operadores económicos e à sociedade em geral adoptarem medidas que minimizem o grande choque que vem aí.

Portugal está a perder um tempo precioso ao não aproveitar está fase – ainda suave – a fim de preparar-se para o mundo Pós-Pico Petrolífero.

Já deveria estar constituída algo como uma Comissão Executiva Nacional do Pico Petrolífero para avançar com acções no campo do planeamento energético e dos transportes.” [procure aqui]

 

O treino de avestruz, à portuguesa ps-socretina: se ignorarmos os perigos, então eles não existem. Além disso, a gente agora tem um poço de petróleo brasileiro. Quer dizer, não é bem a gente que tem: é mais a Galp. E também não é um poço: são só 10% de um poço que ainda não se sabe como pode ser explorado. Mas o Sousa está muito confiante e satisfeito; logo, o povo também está. De certezinha!

 

Galp descobre um terço do PIB no mar do Brasil

ANA TOMÁS RIBEIRO

A descoberta de petróleo no poço Tupi Sul, ao largo da bacia de Santos, no Brasil, permitirá à Galp, com a sua posição de 10% naquele campo, garantir um terço do consumo português nos próximos 15 a 18 anos, afirmou ao DN o presidente executivo da Galp. Ferreira de Oliveira parte de uma estimativa cautelosa de que as reservas não ultrapassarão os seis mil milhões de barris, o que daria à petrolífera nacional 600 milhões de barris…” [ler mais]

 

É porreiro, pá! E daí, talvez não…

 

… A produção no Brasil só deverá arrancar, na melhor das hipóteses, em 2011, segundo estimativas da Petrobras. Estimativas que outros especialistas do sector contactados pelo DN consideram muito optimista. Até lá, o poço agora descoberto irá exigir investimentos elevados, que serão partilhados entre a petrolífera portuguesa e a sua parceira brasileira, que detém 65% do consórcio. Sobre o montante destes investimentos, Ferreira de Oliveira prefere não falar, para já.” [ler tudo]

 

PETROLEO E GOZAÇÃO

Novembro 12th, 2007 by roriz

Além disso, nenhum país do mundo conseguiu extrair petróleo a sete mil metros de profundidade e existem dúvidas se os custos para extração são economicamente viáveis. Na coluna Panorama econômico também publicada ontem no Correio da Bahia, é reproduzido o comentário de Caio Carvalhal, analista da Combridge Energy Research Associates: “a pergunta que tem que ser feita não é se dá para chegar lá, mas se dá para chegar lá comercialmente”.” [ler tudo]

 

Finalmente, é preciso admitir que Portugal – ao contrário da maioria dos outros países da Europa – tem uma similitude patente com os EUA: o nível intelectual do Sousa é idêntico ao do Bush. Contudo, os portugueses têm uma tremenda desvantagem relativamente aos americanos. O Bush não faz e não diz o que lhe apetece, mas apenas o que os seus conselheiros o mandam (e mesmo assim, é o que se sabe!); o Sousa manda os seus correlegionários dizerem tudo o que lhe vem à cabeça – e, o mais espantoso é que eles dizem!

 

Muitos são os avisos para a mudança do paradigma político e económico. Poucos são, infelizmente, os que ouvem. A bafienta “modernidade” jacobina já não precisa de matar os profetas, porque já “matou” Deus – isto é, obrigou muitos a acreditar que Ele não existe. Os portugueses vão ter oportunidade de meditar sobre estas palavras nas próximas décadas de sacrifício, a tentar recuperar do enorme retrocesso a que se deixaram conduzir. Digo-o com certeza e com tristeza.

 

VOCÊS SÃO INIMIGOS DO POVO

8. São vocês os inimigos do meu povo: a quem está sem o manto, exigem a veste; a quem vive tranquilo, tratam como se estivesse em guerra; 9. vocês expulsam da felicidade dos seus lares as mulheres do meu povo e tiram aos seus filhos a liberdade que Eu lhes tinha dado para sempre. 10. Vamos! Andem! Porque este não é mais um lugar de repouso. Por um nada, vocês exigem uma hipoteca insuportável. 11. …” (Miqueias 2)

Uma nova campanha do trigo, socialista e pós-moderna?

Os homens inteligentes aprendem com os erros passados; os estúpidos repetem-nos.

 

Tese:

A propósito de inteligência e da falta dela: lamento ter que desiludir os defensores do (dito) plano tecnológico nacional, mas a verdade – nua e crua – é que os computadores nunca substituirão a inteligência. Um estúpido com um computador, continua a ser um estúpido… agora com uma ferramenta que lhe abre novas oportunidades de demonstrar a sua estupidez.

 

 

Sofisma:

Ministro vai apresentar projecto para combater crise dos cereais

24 Setembro, 2007 – 16:11

O ministro da Agricultura, Jaime Silva, mostrou-se, esta segunda-feira, preocupado com o aumento do preço dos cereais, pelo que, para fazer face à crise no sector, adiantou que vai propor à Comissão Europeia (CE) a utilização, durante um ano, das terras em pousio. A Associação do Comércio e Indústria da Panificação já anunciou que o pão vai voltar a subir, este ano, entre os 8% e os 10%.

…”

 

 

Prolepse:

Campanha do Trigo

Registo inserido e validado por: Direcção Regional de Cultura do Algarve

 

Para incentivar o cultivo do trigo o Estado Português lançou esta campanha, através da qual atribuía uma série de regalias a quem o cultivasse. No Algarve esta traduziu-se por um aproveitamento dos terrenos da zona serrana, até aí incultos. As consequências desta campanha levaram a um intenso aproveitamento agrícola dos terrenos pobres. Abandonou-se quase por completo o tradicional sistema de rotação de culturas, deixando de se cumprir os prazos mínimos de pousio. Isto provocou um esgotamento dos solos.

Data inicial: 1928

Data final: 1934”

 

 

 

O Estado Novo

A Campanha do Trigo, iniciada em 1929, com os objectivos de garantir o auto-abastecimento e de “dignificar a indústria agrícola como a mais nobre e a mais importante de todas as indústrias e como primeiro factor de prosperidade económica da Nação”. Esta campanha consistiu em demonstrações técnicas do uso de adubos, assistência aos agricultores, escolha das sementes e organização de parques de material agrícola. Foi criado um subsídio de arroteia destinado a por em cultivo com trigo terrenos incultos e vinhas, bem como a garantia de aquisição da produção a preço tabelado. Embora se tenha conseguido aumentos da produção e até excedentes no ano favorável de 1932, a Campanha de Trigo é responsável pela acentuada erosão de muitos solos de encosta do nosso país. Refira-se que os acréscimos de produção foram conseguidos principalmente à custa do aumento da área cultivada e não do rendimento.

…”

(ALMEIDA, Domingos P. F. de, Evolução Histórica da Agricultura, Apontamentos de História em http://www.dalmeida.com, Agosto 2002)

Alentejo

“junho 23, 2004

ALENTEJO

GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Na primeira metade do século passado, a imagem (mito) do Alentejo como celeiro do país consolida-se, justificando o crescimento populacional e o progressivo avanço dos campos cultivados sobre a charneca. Inspirado noutros exemplos europeus (caso de Itália), o Estado Novo retomará o mesmo rumo, lançando a partir de 1929, a Campanha do Trigo.

Embora breve – em 1937 o esforço está já terminado, sucumbindo às dificuldades de colocação externa do produto e ao rápido esgotamento dos solos mais pobres -, a Campanha do Trigo resultará num aumento ainda mais significativo das áreas cultivadas, ao mesmo tempo que revela a prazo, os limites (esgotamento) da imagem da superabundância que servia secularmente para caracterizar a região.

Invadidos pelo trigo, as regiões de solos delgados e xistosos depressa mostraram que a sua vocação não era cerealífera (vejam-se as terras da “região” campaniça). À Campanha do Trigo sucedeu, nos anos 60, outra tentativa política para, de novo, salvar, de fora, o Alentejo. Pretendia-se, como antes, reforçar a sua produção agrícola. Desta vez já não se tratava de estender a cultura tradicional do trigo, mas de substituir a cultura extensiva de sequeiro pela intensiva de regadio, ou seja, de implantar no Alentejo formas de produção que lhe eram quase completamente alheias (digo alheias, porque não houve desgraçadamente qualquer plano de formação ou de ajudas/financiamentos). Não através de obras pequenas, ao alcance de todos os agricultores, mas através de grandes empreendimentos financiados e executados pelos organismos estatais, o que implicava a sua utilização sobretudo por grandes empresas e escassas cooperativas.

Uma vez mais o Alentejo (será) seria o fornecedor explorado e não o beneficiário. O fim da Campanha do Trigo e as tentativas de regadio foram, aliás, suficientes para desmentir a vocação essencialmente cerealífera da economia Alentejana, mantida pelo Estado Novo e, até depois do 25 de Abril, tentada de certa forma, pela Reforma Agrária. Tivemos que esperar pela integração no espaço económico comunitário para se assistir à crise/falência total e aberta do sistema. Que Futuro?

…”

(Posted by dj_ac at 11:39 PM | http://albardeiro.blogs.sapo.pt/arquivo/2004_06.html)

 

 

Dedução (argumentum ad judicium):

A incompetência, a ignorância, o oportunismo, o “economicismo” e a vaidade estultificante dos dirigentes continuam a ser os grandes obstáculos ao verdadeiro desenvolvimento do país.

 

 

 

 

“JUSTIÇA EM PRIMEIRO LUGAR

12. (…) Tudo isso fez com que o Senhor dos exércitos ficasse com grande ira 13. e dissesse: “Como eu chamei e eles não escutaram, agora também eles podem gritar que eu não escutarei. 14. Eu dispersei-os por todas as nações que não conheciam, e atrás deles a terra ficou vazia, sem habitantes. Eles transformaram num deserto esta terra deliciosa“…” (Zacarias 7)