Tag Archives: enganos

Quem tramou Portugal foram os patos.

Não pretendendo diminuir de forma alguma a responsabilidade do pato de silêncio do João Lemos Esteves*, e dos correlacionados “patos” de estabilidade e crescimento e de regime que a Madalena Homem Cardoso aqui trouxe (muito bem) à colação, mas sem recorrer a qualquer tipo de malas-artes ou à crítica de erros ortográficos de palmatória, há que dar o seu a seu dono e reconhecer que os principais responsáveis pelo nacional desastre são dois tipos de patos, mesmo patos. O primeiro tipo foi o dos patos-bravos, que proliferaram nos idos de oitenta/noventa do século passado. O segundo é o dos patos-mudos (subespécie parlamentar) que proliferam actualmente no ecossistema político nacional. Os do primeiro tipo dedicaram-se a exaurir a liquidez, então abundante, do ecossistema nacional, patrocinados por um Cavaco qualquer. Os segundos, perante a escassez do fluido recurso (provocada pelos primeiros) acantonam-se preferencialmente junto às nascentes parlamentares, caladinhos a fazer o que lhes mandam os abutres (subespécie financeira). É esta a patologia, grave e prolongada, de que a nação vem padecendo.

Pós-post: O texto anterior poderia acabar assim mesmo, porque o ponto que pretendia provar fica mais do que provado. No entanto, aquele é um final sem esperança para o pato-comum (subespécie portucalense). E, não precisa de ser. Mas, para isso, o pato-comum tem que perceber algumas coisas que podem parecer óbvias e, afinal, (parece que) não são. A 1.ª é que ele, pato-comum, é a espécie dominante, isto é, aquela que existe em (muito) maior número. A 2.ª é que não pode deixar-se ocupar com futebóis, novelas, casas dos segredos e outras tretas que os abutres lhe enfiam (aparentemente) de borla para o ter entretido, e focar a sua atenção naquilo que é importante: a realidade da sua vida. A 3.ª é que os patos-mudos podem ser de várias cores, do vermelho ao verde, passando pelo azul e pelos predominantes laranja e rosa, mas são todos da mesma espécie e não vão sair de sua vontade do lugares junto à origem da liquidez, pelo que será preciso tirá-los de lá. A 4.ª e última, é que as mudanças até podem fazer-se sem violência** mas… nunca podem fazer-se sem desobedecer à lei, porque a lei é feita pelos patos-mudos para seu benefício e o dos abutres que eles servem. Perceberam, ou precisam que vos dê música? (Pois, parece que até gostam…)

Nota: Para quem preferir a versão hardcore do vídeo posto no final, fica aqui o linque respectivo – http://youtu.be/PEyqPMai1NQ

*Estêves, sem acento circunflexo, lê-se [es-té-ves].
**Pelo caminho que isto está a levar, vai ser difícil mas (talvez) não seja impossível.

Vossa Excelência* (O discurso de Cantinflas)

um intróito à manifestação contra o governo do coelho.

*Su Excelencia (filme)

Desemprego: O Álvaro (ministro) e o governo tentam fintar a realidade.

“O Tolo acredita no Idiota. O Idiota acredita no Imbecil. O Imbecil acredita no Ignorante. O Ignorante acredita em tudo.”
Alvaro G. Loregian (pensador)

Em Portugal, a Economia asfixia debaixo de uma carga tributária e de um peso administrativo excessivos. Por essa razão, não só não há criação de emprego como, pelo contrário, há forte destruição de emprego.

Vai daí, o importado Álvaro, cada vez mais digno sucessor dos seus antecessores*, tem uma soltura mental e avança com o mais fátuo conjunto de me(r)didas jamais visto por lusas terras – que sairão bem caras ao bolso do contribuinte -, de entre as quais se destacam pela sua originalidade as seguintes:

Desempregados vão ter gestor de carreira
Ideia é facilitar o regresso ao mercado de trabalho, anunciou ministro da Economia
Por Redacção/JF, 2012-02 (Agência Financeira)

Governo financia empresas privadas de emprego
24.02.2012 – Por Raquel Martins (Público)

Mas o título de que ninguém se irá esquecer é este:
Governo espera empregar 3 mil pessoas por mês

23 Fevereiro 2012 (Correio da Manhã)

Depois não diga que não foi avisado, ó Álvaro (ministro).

*Reparem na cor da gravatinha dele na foto.

Villains & Thieves: cantemos com os irlandeses.

Parece que, afinal, os portugueses têm mais coisas em comum com os irlandeses do que aquilo que lhes querem fazer crer.

.

.
encontrado aqui

10 de Junho: Apenas um exemplo de como eles* nos aldrabam.

Como fazer estudos sobre educação em Portugal

*a mando dele – que cada vez parece estar mais próximo de vir a ser julgado pelo povo segundo a lei de Lynch.

O TGV, a Mota Engil e a farsa dos concursos de obras públicas em Portugal.

O primeiro-ministro, José Sócrates, vai anunciar no sábado, em Évora, o vencedor do primeiro concurso do projecto de alta velocidade ferroviária (TGV Poceirão-Caia), marcando o arranque do projecto em Portugal.
Na corrida à construção deste troço, que faz parte da linha Lisboa-Madrid, estão os agrupamentos liderados pela Brisa e Soares da Costa, por um lado, e a Mota-Engil, por outro. …

Este agrupamento
[Brisa e Soares da Costa] integra também a Iridium Concesiones de Infraestructuras, do grupo espanhol ACS, Lena, Bento Pedroso, Edifer, Zagope, a norte-americana Babcock & Brown Limited, o BCP e a Caixa Geral de Depósitos (CGD). …
O agrupamento liderado pela Mota-Engil integra também a Somague, a Teixeira Duarte, a MSF, a Opway, a Esconcessões, a francesa Vinci, o BPI, o BES, o banco Invest
[1] e a Alves Ribeiro – Consultoria de Gestão. …
(José Sócrates anuncia sábado vencedor do primeiro concurso do TGV, 11/12/09, OJE/Lusa)

Ao contrário do que afirma a notícia, estou absolutamente convicto que na actual conjuntura política está já escolhida a Mota-Engil. Cá estaremos para verificar o acerto desta previsão. Alguém quer apostar (alguma coisa que valha a pena)?

 

Ajuste directo

 

É que ele há muitas formas de ajuste directo.

[1]Banco Invest emite 50 milhões com garantia do Estado

Pós texto (12 Dez. 09, 15:00): Como se pode verificar aqui, o grupo de trabalho unitário do famoso blogue Um Jardim no Deserto enganou-se na previsão. Ou talvez não… Começa a ficar claro porque se silenciou a oposição do PSD a este projecto: não resta qualquer dúvida que comem todos do mesmo tacho.
De qualquer modo, ainda bem que ninguém aceitou a aposta :).

 

Quando se pensa que alguém já não pode descer mais baixo…

… deve pensar-se outra vez!

.

A opinião de um fotógrafo e operador de câmara de televisão.

Lixo informativo


Estou em crer que esta revista, cuja capa está aqui representada fruto de edição minha para que as pessoas envolvidas não sejam identificadas, fez este número sob encomenda.
Feita pelo visado, talvez, ou pelos correligionários políticos, com o fito de, no lugar de refutarem as acusações que lhe são feitas, definir a pessoa em causa como um “pobre coitado”, a quem a vida não tem sorrido, nem agora nem na infância. E, com isto, levantar simpatias por parte dos menos avisados.
Até porque muitos são, os portugueses, que na hora de votarem optam mais pelas simpatias que pela eficácia ou projecto político.
E é aí que os media, com o seu lixo informativo, intervêm, agindo pró ou contra esta ou aquela figura. Sem que, pública e formalmente, assumam as suas simpatias e opções editoriais. Deixando arrumados, no fundo de uma gaveta esquecida, os códigos éticos e deontológicos.

 

Um dia virá em que a generalidade das pessoas terá muita dificuldade em distinguir as novelas da realidade – e esse dia parece estar muito próximo.