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O verdadeiro, o genuíno, o original negócio da China.

O Banco da China acabou de fazer um grande negócio da China: emprestou (o equivalente a) 800 milhões de euros à EDP sendo o “custo desta linha de financiamento” “de Libor três meses mais um prémio de 3,5 pontos percentuais”. O que corresponde, aproximadamente (cáculos feitos por mim, com base no valor da taxa Libor 3 meses entre 17 e 22 deste mês), a um juro anual de 4,1%. Isto apenas para os primeiros 3 meses, claro, pois a taxa Libor é bastante variável e atinge com facilidade valores equivalentes a mais de 4,5% ao ano. Se atingir este valor, os juros deste empréstimo passarão a ser de 8% – uma brutalidade. Quem contrata um empréstimo destes põe-se completamente nas mãos da banca, pois a taxa Libor é uma taxa totalmente definida pelos próprios bancos.

Mexia e Catroga já se haviam afirmado muito satisfeitos com este negócio no passado mês de Agosto.

A publicidade enganosa da EDP.

Publicidade enganosa

Para si que é ambientalmente responsável, a edp5D desenvolveu especialmente o primeiro produto ecológico no mercado energético, o edp5D verde.

Começa assim o anúncio da edp5D, que diz (de si mesma) ser “a marca do Grupo EDP para o mercado liberalizado de energia“, ao seu “produto” edp5D verde(?). E continua, mais adiante:

Anualmente, receberá por e-mail, um certificado que comprova que a sua energia é verde, sendo proveniente exclusivamente de fontes renováveis.

Um certificado que comprova… uma falsidade, pois a edp5D não tem maneira nenhuma de controlar o “tipo” de electricidade (de fonte renovável ou outra) que um consumidor recebe em sua casa.

Isto tem um nome: publicidade enganosa. Conforme está bem explicitado no n.º 1 do art.º 11.º do Decreto-Lei n.º 330/90, de 23 de Outubro, o Código da Publicidade:

É proibida toda a publicidade que, por qualquer forma, incluindo a sua apresentação, e devido ao seu carácter enganador, induza ou seja susceptível de induzir em erro os seus destinatários, independentemente de lhes causar qualquer prejuízo económico, ou que possa prejudicar um concorrente.

O Instituto do Consumidor, a quem compete “a fiscalização do cumprimento do disposto no presente diploma” e a “instrução dos processos pelas contra-ordenações previstas” está distraído? Ou é conivente?
E, a Deco – Associação portuguesa de defesa do consumidor, serve para quê?

Quem fiscaliza a (i)legalidade das acções deste capitalismo de Estado ou socialismo de mercado?

Adenda: Outras publicidades enganosas da EDP.

Porque não adiro à moda dos carros eléctricos

Carros electricos de feirae dos automatismos domésticos.

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Num dia do princípio desta semana acordei e, sobressaltado, verifiquei que o despertador digital eléctrico estava surdo e apagado. Concluí que a electricidade estava a faltar-me em casa havia muito, pois o aparelho tem um acumulador que lhe permite continuar ligado durante algum tempo em caso de falha de corrente na tomada.
Às apalpadelas, lá procurei o relógio de pulso em cima da mesinha de cabeceira e verifiquei, aliviado, que o meu despertador biológico interno estava bem regulado e me tinha acordado a horas.
Levantei-me às escuras, pois os estores eléctricos das janelas não funcionam sem… electricidade. Verifiquei, como já calculava, que se quisesse tomar banho teria que usar água fria, pois o sistema solar-eléctrico de aquecimento não tinha funcionado durante toda a noite.
Concluídas as frias abluções matinais, dirigi-me à cozinha e verifiquei que a máquina de café automática – eléctrica, pois claro – não tinha produzido a confortante bebida. Tomar o pequeno almoço frio, em resultando do não funcionamento do fogão eléctrico, acabou-me com qualquer réstea de boa disposição.
Antes de sair de casa tentei ligar para o serviço de comunicação de avarias da EDP, mas o telefone também é daqueles sem fios que têm uma base que precisa de corrente eléctrica para funcionar.
Saí, para confirmar que o carro eléctrico não tinha carregado as baterias durante a noite e ia ter que chamar um táxi para chegar ao trabalho a horas.

Ná! Estava a brincar. As únicas descrições verdadeiras são as respeitantes ao despertador e ao telefone.
Os elevadores dos estores são manuais, o aquecimento da água do banho é feito por um esquentador a gás propano a partir de depósito próprio, não tenho máquina de café automática, o fogão é misto, eléctrico e a gás, e o carro tem um motor de combustão interna, autónomo, e o depósito (quase) sempre com bastante combustível.

Penso que seria fastidioso contar-vos aqui as dificuldades que tive para obter a assistência da EDP, pois a maior parte dos que me lêem já saberão (infelizmente) como tal se processa. Quero apenas referir que (ao contrário do que possam estar a pensar) fiquei muito satisfeito pela ocorrência, a qual tomei como um sério aviso, uma boa lição. Mais dependências do abastecimento de electricidade no país do monopólio EDP… não, muito obrigado!

EDP vai criar cerca de 5 mil postos de trabalho

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Boas notícias para os desempregados… nos Estados Unidos da América.

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EDP porreiro pá!