Tag Archives: dignidade

We shall overcome – Nós vamos conseguir…(2)

Porque é muito importante repetir esta mensagem, aqui também no discurso de Martin Luther King e na voz de Diana Ross..
.
.
Nota: A propósito da “reentré” do mentiroso-mor da res pública – vocês sabem quem, aquele que diz, descaradamente: “Nós somos o partido da responsabilidade política”.

Desempregados, uni-vos!

Monumento ao desempregado - cartaz
.
Estar desempregado não é vergonha.
Vergonha é viver num país onde mais de 600 mil pessoas não conseguem arranjar trabalho digno, a juntar a mais de 1 milhão de explorados em regime de precariedade laboral.
Juntos, representam mais de 1/3 da população activa portuguesa, estimada em cerca de 4 milhões e meio de pessoas.
Unidos, serão a maior força viva neste país.
 Só a união faz a força.
.
Para participares nesta performance colectiva e saberes mais informações:
monumentoaodesempregadodoano@gmail.com
http://www.monumentoaodesempregadodoano2010.blogspot.com
Inscrições até ao dia 25 de Maio de 2010.
.

O direito ao trabalho e uma visão do Estado social.

Welfare State shoesWe live in a country where the poorest members of society are literally trapped. We pay them millions not to work, simply maintaining them at subsistence level like prisoners of the state. (…) A million of those out of work have been jobless for a decade or more. They see their chances of getting a job in the future as so remote as to be barely worth considering. The chances of their children ever finding work are beginning to look slim too. The neighbourhoods in which they live are falling apart. The squalor is palpable; crime rampant; local schools are very often failing or ‘sink’ schools. If you think I’m exaggerating, choose any area with a high level of welfare-dependency and go and look for yourself. (…)
(How eugenics poisoned the welfare state, Dennis Sewell, 28 November 2009, Spectator.co.uk)
.
Tradução:
Vivemos num país em que os membros mais pobres da sociedade estão literalmente aprisionados. Pagamos-lhes milhões para não trabalharem mantendo-os simplesmente ao nível da subsistência como prisioneiros do Estado. (…) Muitos dos que se encontram sem trabalho estão desempregados há uma década ou mais. Eles vêem as suas hipóteses de arranjar um emprego tão remotas que nem vale a pena tomá-las em consideração. As hipóteses dos seus filhos alguma vez arranjarem um emprego começam também a ficar a ficar ténues. Os bairros onde vivem estão a cair aos bocados. A miséria é palpável; a criminalidade desenfreada; as escolas locais são o mais das vezes falhadas ou “sumidouros” educativos. Se pensam que estou a exagerar, escolham uma zona qualquer com alto nível de dependência da assistência social e vão ver por vocês mesmos. (…)
.
Se fosse publicada aqui apenas a tradução alguém desconfiaria que o texto se refere à realidade britânica?
.

We shall overcome – Nós vamos conseguir…

to clean up our country – limpar Portugal.

.

We shall overcome, we shall overcome
We shall overcome someday
Here in my heart, I do believe
We shall overcome someday
.
Nós vamos conseguir, nós vamos conseguir
Nós vamos conseguir qualquer dia
Dentro do meu coração, acredito
Nós vamos conseguir qualquer dia

.

.
We are not afraid, we are not afraid
We shall overcome someday
Here in my heart, I do believe
We shall overcome someday
.
Nós não temos medo, nós não temos medo
Nós vamos conseguir qualquer dia
Dentro do meu coração, acredito
Nós vamos conseguir qualquer dia
.

Solidariedade em dia de luta MayDay.

Apelo à acção, campanha Trabalho Decente Vida Decente – Call to action, campaign Decent Life Decent Work.

 

Sobre este assunto espreitem o excelente postal da am.ma, Acerca do trabalho precário, no blogue A Imagem da Paisagem e não deixem de participar. A luta não acaba no final da parada Mayday. A luta continua enquanto persistir a injusta exploração, a minha e a do meu semelhante, através do mundo, do tempo e das gerações.

Aquilo porque devemos lutar é muito maior do que cada um de nós, maior do que os movimentos a que cada um pertence (Ferve, Precários Inflexíveis, ABIC, Lisboa em Alerta, …), maior do que as manifestações MayDay que vão ter lugar hoje em várias cidades da Europa.

Aquilo porque temos de lutar tem vários nomes: Vida, Dignidade, Esperança, Paz e Justiça Social.

A paz é muito mais do que a ausência da guerra. Ao partir para a luta faço-me acompanhar por dois pensamentos de S. Tomás de Aquino: “O bem universal triunfa sobre todo o bem particular” e “Aquele que procura o bem comum da multidão procura por consequência o seu próprio bem”.

Entrada do texto da petição Decent Work Decent Life:

Apesar do desenvolvimento económico mundial, a maior parte da população não vê qualquer melhoria nas suas vidas.
A par do desemprego aberto significativo, há muita gente subempregada ou que não é paga pelo trabalho executado. Metade dos trabalhadores no mundo ganha menos de 2 dólares por dia, 12,3 milhões de mulheres e homens trabalham em regime de escravidão, 200 milhões de crianças com menos de 15 anos trabalham em vez de irem à escola, 2,2 milhões de pessoas morrem anualmente devido a acidentes e doenças relacionados com o trabalho. Tanto nos países desenvolvidos, como nos países em vias de desenvolvimento, as pessoas trabalham mais por menos dinheiro e há cada vez mais pessoas – cuja esmagadora maioria são mulheres – forçadas a viverem na chamada economia informal, sem protecção social nem direitos e com empregos precários. Entretanto, as empresas utilizam a ameaça da externalização para reduzir os salários, e o “jogo de forças” pelos direitos, como o direito à negociação colectiva e à greve. Os sindicalistas que combatem estas tendências são despedidos, ameaçados, presos e mesmo mortos.
Só um sistema internacional baseado na solidariedade e no respeito pelos direitos das pessoas, como o prevêem as convenções das Nações Unidas e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), pode pôr termo a estas tendências. Apelamos aos nossos governos que assinem estas convenções, as implementem urgentemente e coloquem o trabalho decente no centro das suas decisões políticas.