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Still, my soul be still.

No mesmo dia da semana passada em que topei esta notícia uma das pessoas de quem mais gosto no mundo veio dar-me conhecimento que tinha aceitado ir trabalhar para aqui, mesmo às portas do inferno.

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Projecto no deserto.

Que Deus é esse, que está por perto?

Porque conduz Deus os seus filhos ao deserto? Para os LIBERTAR, para ESTAR COM ELES, para lhes SALVAR A VIDA, para os PREPARAR, para FICAR NELES POR TODA A ETERNIDADE.

Mas, cuidado: muitos são, infelizmente, os que se deixam tentar e perecem no deserto. É indispensável pôr os olhos em Jesus e permanecer firme (mesmo que gemendo), confiando que Deus que conduziu ao deserto também daí há-de tirar.

Caminhada.(3)

Faz hoje 4 anos e 10 dias que este blogue foi criado na plataforma da IOL (e seria posteriormente apagado sem aviso) e faz exactamente 4 anos que foi mudado para aquela que, pensei  (no meu desconhecimento ainda da impermanência deste mundo virtual), iria ser a sua casa definitiva – o alojamento espanhol NIREBLOG.

O 1.º e 2.º aniversários, em 2008 e 2009, foram assinalados na data de publicação do 1.º artigo, 20 de Agosto, porque ainda existia o primitivo blogue na IOL para o qual podia lincar. O ano passado acabei por não recordar a data por diversas razões.

Este ano decidi comemorar esta memória com a re-publicação (a partir de rascunho: – sim, eu guardo rascunhos de quase tudo) de um dos primeiros artigos, entretanto desaparecido, o excerto (da tradução para português) do poema de T. S. Eliot(1) que está na origem do nome escolhido para este blogue.

Se a palavra perdida se perdeu, se a palavra usada se gastou
Se a palavra inaudita e inexpressa
Inexpressa e inaudita permanece, então
Inexpressa a palavra ainda perdura, o inaudito Verbo,
O Verbo sem palavra, o Verbo
Nas entranhas do mundo e ao mundo oferto;
E a luz nas trevas fulgurou
E contra o Verbo o mundo inquieto ainda arremete
Rodopiando em torno do silente Verbo.


                          Ó meu povo, que te fiz eu.


Onde encontrar a palavra, onde a palavra
Ressoará? Não aqui, onde o silêncio foi-lhe escasso
Não sobre o mar ou sobre as ilhas,
Ou sobre o continente, não no deserto ou na húmida planície.
Para aqueles que nas trevas caminham noite e dia
Tempo justo e justo espaço aqui não existem
Nenhum sítio abençoado para os que a face evitam
Nenhum tempo de júbilo para os que caminham
A renegar a voz em meio aos uivos do alarido


Rezará a irmã velada por aqueles

Que nas trevas caminham, que escolhem e depois te desafiam,
Dilacerados entre estação e estação, entre tempo e tempo, entre
Hora e hora, palavra e palavra, poder e poder, por aqueles
Que esperam na escuridão? Rezará a irmã velada
Pelas crianças no portão
Por aqueles que se querem imóveis e orar não podem:
Orai por aqueles que escolhem e desafiam


                       Ó meu povo, que te fiz eu.


Rezará a irmã velada, entre os esguios
Teixos, por aqueles que a ofendem
E sem poder arrepender-se ao pânico se rendem
E o mundo afrontam e entre as rochas negam?
No derradeiro deserto entre as últimas rochas azuis
O deserto no jardim o jardim no deserto
Da secura, cuspindo a murcha semente da maçã.


                     Ó meu povo

(1) Collected Poems 1909-1962, poem Ash-Wednesday-1930, part V. If the lost word is lost, if the spent word is spent, H. B. & W Inc. Editors, New York, 1963 (pode ler e descarregar o original em inglês aqui), na excelente tradução de Ivan Junqueira (aqui).

Until the whole world hears.

Até que o mundo inteiro ouça.

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Desert song.

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Ora, o Senhor é o Espírito e onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade. E nós todos que, com o rosto descoberto, reflectimos a glória do Senhor, somos transfigurados na sua própria imagem, de glória em glória, pelo Senhor que é Espírito.
(2Coríntios 3: 17-18)
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Caminhada. (1)

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cruzei o deserto e deserto também estava o meu coração. não carregava amuletos, somente a fé. horas intermináveis deixaram as marcas que hoje carrego na alma.
poema de Sérgio Almeida
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Filmes ainda esperados para este Verão. (2)

Título em português: Os incorruptíveis contra esta droga.

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The Alcochete Connection

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Nota: Uma enorme endrómina que conglutina ministros e ex-ministros, aute letes e fri portes, novos aeroportos, novas pontes e linhas de tê-gê-vê, bancos de negócios, negócios de bancos e ofe chores, reais figurões e gentinha vulgar, industriais, comerciantes e afins, confederações e associações, lojas, agências e fundações… e, talvez mesmo (quiçá?), cavalos, anões e mulheres nuas. Uma co-produção luso-britânica que tem tido grandes problemas na montagem por causa do desaparecimento de partes importantes da película.

É que só não vê, quem não quiser mesmo ver: aqui, aqui, aqui e ainda aqui, aqui e aqui.