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‘The Higher They Climb,The Harder They Fall’*

*’Quanto mais alto se sobe, maior é a queda’


… Under such a plan, assuming the EFSF contributes €400bn, the total bail-out resources would be about €2,000bn. Higher leverage, a lower first loss piece of, say, 10 per cent, would increase available funds to €4,000bn. …

The EFSF does not have €440bn. After existing commitments to Greece, Ireland and Portugal, its theoretical resources are at best about €250bn, …
The EFSF must borrow money from the markets, relying on its own CDO-like structure, backed by a cash first loss cushion and guarantees from eurozone countries. …
The ECB, the provider of protected debt, has capital of about €5bn, supporting about €140bn in bonds issued by beleaguered eurozone nations, purchased as part of market operations to reduce their borrowing costs. … While the eurozone central banking system has capital of about €80bn that could be available to support the ECB’s operations, this adds to the incremental leverage under such a plan.

The circular nature of the idea is surreal. Highly leveraged vehicles, in part backed by weakened nations such as Spain and Italy, would undertake the “rescue” of the same countries and their banks. This would be akin to an entity selling insurance against its own default. This would only work if all commitments were fully backed by real cash and savings, which of course nobody actually has.

Super-charged eurozone fund won’t solve crisis (*)
By Satyajit Das, September 28, 2011, Financial Times

(*) Fundo da eurozona sobrealimentado não resolverá a crise – mas aumentará exponencialmente o desastre quando falhar.

(Lyrics/Letra)

O virtual Portugal de sucesso de sócrates e teixeira… (2)

o falhanço da política económica do governo e a quase impossível sobrevivência dos mais pobres no Portugal real.

Apocalipse (now)

“… Pobreza aumenta em Portugal – As estimativas mais recentes do INE apontam para que, em Portugal, existam cerca de dois milhões de pobres, isto é, 20% da população nacional. Manuel de Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas, instituição responsável pela maior rede de acção social do país revela que “em 2007 o aumento de pessoas carenciadas ou em situação social muito precária aumentou de forma brutal”. …” (Diário Económico, Portugal é dos mais afectados pela subida do preço da comida, Luís Ribeiro e Miguel Pacheco, 2008-04-15 00:05)

“A inflação está a atacar os portugueses onde mais dói. O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou, ontem, que a inflação homóloga subiu para 3,1%, em Março, com os aumentos mais expressivos a ocorrerem nos produtos alimentares, nos transportes e na habitação, exactamente os gastos que mais pesam nos orçamentos familiares. … Os preços de Habitação, Água, Electricidade, Gás e Outros Combustíveis subiram 4%, face a Março do ano passado. Os Produtos Alimentares e Bebidas Não Alcoólicas aumentaram 3,6% e os Transportes sofrem um acréscimo de 2,3%. … Analisando com mais detalhe as subcategorias de produtos e serviços monitorizadas pelo organismo, verifica-se que, só na alimentação, a que mais peso tem na inflação geral, Pão e Cereais aumentaram 9% e que Leite, Queijo e Ovos sofrem um acréscimo de 13,5% face aos preços verificados há 12 meses. …” (Jornal de Notícias, Preços voltam a aumentar nas despesas essenciais, Leonel de Carvalho, 15 de Abril de 2008)

Como se não bastasse, estes aumentos assustadores, em especial para os cerca 2 milhões de portugueses que tem um rendimento mensal inferior a 250 euros por mês ou para os 500 mil que estão desempregados, são ainda agravados por outros factores.

“Os portugueses utilizam 20 por cento do orçamento com alimentação, enquanto os restantes europeus gastam apenas 15 por cento, sendo dos que mais sofrem com a inflação na União Europeia, revela a edição desta terça-feira do Diário Económico. …” (TSF Online, Portugueses entre os que mais gastam em alimentação, 08:49 / 15 de Abril 08)

Significa isto que os mais pobres são mais penalizados com os aumentos dos bens essenciais. Ser pobre é duplamente penalizante.

E após estes três anos de grandes sacrifícios dos portugueses, o país não estará mais rico?
Pois lamento, mas a resposta é não. Leu bem: não!

“… De acordo com o Diário Económico, no último ano, a economia portuguesa aumentou a dependência em relação às importações de alimentos, o que deixou Portugal ainda mais sujeito às flutuações de preços nos mercados globais. … Em 2007, as importações de cereais e sementes cresceram 34 por cento, as do leite 22 por cento e as do açúcar 35 por cento, o que significa que, em pleno choque de preços agrícolas, Portugal comprou ao estrangeiro mais 14 por cento do que em 2006. … Sendo a economia portuguesa uma das mais expostas da Europa ao choque mundial nos preços dos bens alimentares, só nos últimos três anos, os preços dos alimentos subiram, a nível global, 83 por cento. …” (TSF Online, Portugueses entre os que mais gastam em alimentação, 08:49 / 15 de Abril 08)

É um tremendo falhanço da política económica do governo ao longo de mais de três anos. Não se trata, pois, de uma consequência conjuntural, mas de um verdadeira falência estrutural.
O sr. ministro dos impostos e da fiscalidade fez umas contas de merceeiro entre o haver e o dever das despesas do Estado e conseguiu fechar o balancete com um prejuízo menor que os seus antecessores. Alguém devia explicar-lhe (e ao chefe dele, mas com desenhos para ele perceber) a diferença entre Economia e Contabilidade. Ou… talvez seja preferível os portugueses tentarem escolher melhor da próxima vez que forem votar.

A Águas de Portugal levou 10 anos a recuperar…

… e perdeu 100 milhões de euros de dinheiro público – dinheiro dos contribuintes.

 

Ao visitar O País do Burro tomei conhecimento deste artigo, publicado no Jornal de Negócios do dia 18 de Dezembro:

Por água abaixo

Pedro Santos Guerreiro

A Águas de Portugal saiu ontem do Brasil, resolvendo um pesadelo de anos, numa aventura que lhe trouxe um prejuízo de 100 milhões de euros. O fracasso faz parte do dicionário de quem investe e de quem arrisca. Neste caso, arriscou-se com o dinheiro público, o que recomenda alguma memória.

1) A Águas de Portugal saiu ontem do Brasil, resolvendo um pesadelo de anos, numa aventura que lhe trouxe um prejuízo de 100 milhões de euros.

A empresa já saiu de Cabo Verde, estará vendedora em Moçambique e mantém presença simbólica (e diplomática) em Timor. Ontem, fechou finalmente o balanço no Brasil, onde entrou em 1998 em pura aventura brasileira do Governo Guterres. O presidente da Águas de Portugal era então Mário Lino; a empresa era tutelada pelo ministro do Ambiente José Sócrates. …”

 

Incompetência

 

Isto foi o que eles fizeram às Águas de Portugal. O que será, seguramente, uma ridicularia comparado com o que estão a fazer às Terras de Portugal. Gostava que não tivessem que passar mais dez anos para se saber. Mas isso dependerá, em última análise, do acordar deste povo.

“O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. …”

(João 10, 10)