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A doença da Economia chama-se excesso.

Ao Teixeira “amigo do contribuinte” e ao Zézito grande defensor do “interesse público”.

Abcesso - tratar(…) the disease that it suffers from is an excess of spending, an excess of government, an excess of borrowing, an excess of consumption. The only way to repair the damage is to have more savings, more investment, more production.
The More The Government Stimulates The Economy, The Sicker The Economy Gets
Peter Schiff Blog, July 1, 2010

tradução rápida:
(…) a doença de que padece (a Economia) é a do excesso de despesa, excesso de governamentalização, excesso de dívida, excesso de consumo. A única maneira de reparar os estragos é ter mais poupança, mais investimento, mais produção.

Porque a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro.*

A visão certeira de Eneko sobre as milionárias transferências de jogadores.

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*Timóteo 6, 10

Bulgária, os últimos dias da singularidade…

Uma cultura (ainda) quase isenta de euro-contaminação.

Há dias, uma amiga búlgara – mulher inteligente, independente, e educada – partilhava comigo algumas reflexões sobre o seu país e a adesão à comunidade europeia: -“Os meus pais, os pais dos jovens da minha geração, vivendo ainda num regime socialista (ela diz sempre socialista, significando comunista) muito restritivo e isolado, sacrificaram-se para me dar, para dar aos filhos, uma educação que permitisse libertar-nos do trabalho nos campos e nas minas. A minha filha e toda a actual geração de jovens búlgaros, estudam para poderem sair da Bulgária, para emigrarem. Estão completamente deslumbrados pela Europa e pelos EUA. Que futuro pode ter o (meu) país?”

Isihia – 01 – Preobrazhenie (*)

Ao ouvi-la, lembrei-me subitamente da euforia dos portugueses nos idos anos da pré-adesão à CE e, poucos anos depois, das esperanças tidas na adesão a uma moeda única, mais estável e mais forte. Os entusiasmos são assim, como as paixões: só conseguem ver-se as qualidades e esquecem-se os defeitos, os muitos defeitos.

A História repete-se. Aí temos mais um povo rendido à “abundância” financeira, ao “desenvolvimento” económico, sem conseguir ver a escravatura política “bilderberguiana”, a uniformização cultural, a servidão do consumismo, a perda da identidade nacional. Estou a vê-los, daqui a uns anos com um socratyazko qualquer – pseudo-licenciado por uma universidade independente à mão – a fazer o que lhe manda a chanceler alemã do momento , ansiosos por aprovar o federalismo europeu num Tratado de Sofia.

(*) Isihia (Исихия) significa serenidade, tranquilidade. Preobrazhenie (Преображение) traduz-se como Transfiguração.

Nota: Quero visitar este país o mais depressa possível, antes que fique descaracterizado. Não sei como vou conseguir o dinheiro para a viagem, mas, enquanto homem de Fé, sei que isso não será impedimento.