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May Day.

“There will be a time when our silence will be more powerful than the voices you strangle today.”

(Virá um tempo em que o nosso silêncio será mais poderoso do que estas vozes que sufocais hoje.)

Grupo Peugeot-Citroen passa de fabricante a vendedor da Mitsubishi.

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Negociações entre as duas marcas para fazer uma parceria de capitais falharam
Por: Redacção /LF  |  08-03-2010  10: 48
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O acordo prevê o fornecimento, pela Mitsubishi, de cerca de 100 mil veículos ao grupo francês para o mercado europeu, devendo começar a fazê-lo em Outubro de 2010.
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A indústria tecnológica europeia não tem capacidade para competir com a japonesa.
A protecção (distorção) dos mercados europeia só serve para criar mais intermediários: ficaria muito mais barato aos consumidores comprar “mitsubishis”… à Mitsubishi.

O vigésimo quinto dia de Abril.

Homenagem aos portugueses que quiseram conquistar a liberdade.

Há 34 anos atrás, um punhado de portugueses ousou sonhar a liberdade até ao ponto de arriscar tudo para a conquistar.

Depois… bem, depois vieram os oportunistas, os das organizações e negociaram o que não conquistaram, em nome de um povo que não os escolheu. Enfim, o costume, como os professores tão bem ficaram a saber recentemente.

Sou grato, profundamente grato àqueles que nada tomando para si me permitiram viver em liberdade durante cerca de 30 anos, entre 1975 e 2005. Todos os portugueses deveriam ser gratos. Portugal em 1974 era um país atrasado, isolado, gritante de pobreza e analfabetismo nas classes mais humildes – a maioria da população.

Muitos são os que já nasceram depois desse momento histórico. Outros eram demasiado pequenos para perceberem o que se passou. Muitos outros esqueceram o tempo antes e alguns nunca admitirão que era mau.

Eu não esqueci, não esquecerei até à morte, assim Deus me ajude. Por isso aqui expresso a minha gratidão e deixo a minha homenagem: Bem-hajam capitães.

Bem-hajam também aqueles que tiveram a coragem de, no dia 25 de Novembro, uma vez mais, conquistar o direito de Portugal ser livre de qualquer espécie de ditadura. Porque de esquerda ou de direita, frontais ou dissimuladas, azuis ou cor-de-rosa, todas elas suprimem a liberdade à nação.

Obrigado Senhor, por teres permitido a Liberdade a esta terra, a este povo que a ansiava, durante todo este tempo.

Infelizmente, outros tempos chegam, outras gerações. Gente que não dá valor à liberdade, porque ela nunca lhes faltou e lhes parece coisa certa. Gente que troca a liberdade pelo dinheiro, o ser pelo ter. Gente para quem o bem-estar e a segurança é viver num condomínio fechado com piscina e “spa”. Gente para quem qualidade de vida é ter um carro de luxo, roupas e sapatos de marca, telemóveis com internet e televisão, mesmo que para ter tudo isso deixem de ter tempo para apreciar a existência, a sua e a dos seus. Gente arrogante cujo Deus é o dinheiro, que pensa que a vida e a morte lhes pertencem. Que tolos! Só quando ela (a liberdade) lhes faltar, quando vier a angustia da opressão da “gaiola dourada”, lhe saberão o verdadeiro valor: mas então será tarde, porque já a perderam.

Voar
A liberdade é um estado difícil, semelhante ao voo de uma ave. Requer, primeiro, o esforço da subida, o atingir a elevação necessária. Em seguida, para se manter necessita de resistência e equilíbrio. Não traz em si qualquer recompensa material. Limita-se a dar uma visão ampla sobre a vida e o mundo. É apenas(?) uma forma de estar, um êxtase, uma leveza de ser. É a contínua busca da perfeição, do inatingível, de Deus. É o esplendoroso e cansativo caminho dos Fernãos Capelos Gaivotas que vêm a este mundo, quais anjos de dádiva e inspiração espiritual.

Até à liberdade última, plena e eterna, aquela que Cristo veio trazer a toda a humanidade.

“Ora, o Senhor é o Espírito e onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade.” (2ª Corintios 3, 17)

“Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes, e não vos sujeiteis outra vez ao jugo da escravidão.” (Gálatas 5, 1)

“Irmãos, de facto, foi para a liberdade que vós fostes chamados. Só que não deveis deixar que essa liberdade se torne numa ocasião para os vossos apetites carnais. Pelo contrário: pelo amor, fazei-vos servos uns dos outros. É que toda a Lei se cumpre plenamente nesta única palavra: Ama o teu próximo como a ti mesmo. Mas, se vos mordeis e devorais uns aos outros, cuidado, não sejais consumidos uns pelos outros.” (Gálatas 5, 13 a 15)

“Aquele, porém, que medita com atenção a lei perfeita, a lei da liberdade, e nela persevera – não como quem a ouve e logo se esquece, mas como quem a cumpre – esse encontrará a felicidade ao pô-la em prática.” (Tiago 1, 25)