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A harmonização fiscal ou o rapinanço concertado na UE?

Parlamento europeu
Estrasburgo, 8 de Fevereiro de 2010
Godfrey Bloom MEP (Membro do Parlamento Europeu)
UKIP (Partido da Independência do Reino Unido)/ Grupo EFD (Europa da Liberdade e Democracia)
Debate: Cooperação administrativa em matéria de impostos

Comissarios, Presidente,
A tributação é um conceito que não mudou muito nos últimos 3 mil anos: os ricos e poderosos roubando dinheiro da gente simples para tornarem as suas vidas mais confortáveis. Se tiver havido uma mudança nos tempos modernos é que a tributação é para o benefício dos tributados, que de alguma maneira estaremos a ser tributados “pro bono”… De modo a perpetrar este mito inventamos medos periódicos para submeter as pessoas pelo medo. O último destes medos é, com certeza, o de que se não lançarmos (o termo usado pelo MEP é “cough up”, que significa literalmente “expectorar”) os impostos ambientais morreremos todos de calor. Uma reminiscência das religiões medievais, não é verdade, que jogaram o mesmo jogo: paguem ou arderão no inferno. A harmonização fiscal é um conceito arranjado pela classe política moderna que visa assegurar que nenhum governo rouba demasiado pouco do seu próprio povo. Uma espécie de conluio de ladrões, se quiserem. Posso sugerir que, se realmente desejam uma harmonização fiscal, a Comissão e a burocracia paguem os mesmos impostos que o eleitorado? Que suportem o mesmo fardo tributário que impõem a todos os outros, antes que o eleitorado invada este edifício e nos pendurem das vigas – como têm todo o direito de fazer.

(minha tradução rápida)

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Como se conduz um povo mansamente ao castigo.

Papa visita Portugal 2010
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Observo, com um misto de curiosidade e perplexidade, os governantes deste país, conluiados com a oposição, a imporem ao portugueses o maior estupro fiscal da sua História recente, sem que estes tenham qualquer reacção.
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Afinal, Crítias, o iluminado líder dos trinta tiranos durante o sanguinário regime estabelecido em Atenas após a guerra do Peloponeso, tinha razão:
“… Então veio, julgo eu, aquele homem sagaz e ardiloso que fabricou os mitos e a piedade… Ele conhecia [bem] os caminhos das almas e dos corações desencorajados… E a desordem transformou-se em ordem e respeito pela lei. …”
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E, a seguir, os(as) mesmos(as) que votaram nisto,
Sócrates candidato 2009
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vão, todos(as) contentes, votar também nisto.
Cavaco
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Com Papas e bolos se enganam os tolos.
(provérbio popular português)