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Assad, o Gadaffi sírio.

Por causa de um qualquer plano geoestratégico, gizado não se sabe por quem medroso do poder turco, os “grandes democratas ocidentais” permitem que Bashar Assad se mantenha como presidente da Síria. Tão criminoso é aquele que manda matar como aquele que é conivente.


Bashar Assad é neste momento, depois de tudo o que vem sendo permitido que aconteça, como um dente profundamente cariado no corpo da nação síria. Terá que ser extraído, e quanto mais tarde, mais doloroso e perigoso será.

Europa (Globus)

Greek party leaders seek deal as bankruptcy looms
Nicholas Paphitis/AP, Tuesday 07 February 2012 (The Independent)

Spy chief nominated as Romania’s new premier
By Alison Mutler, Associated Press – 2012-02-06 (Yahoo News)

Conservatives take second powerful post in Finland
By Matti Huuhtanen, Associated Press – Feb 7 2012 (Google News)

Previsões do tempo (de crise) para o Sul da União.

E alguns esclarecimentos breves sobre cartas meteorológicas.
(clique nas imagens para ver)

A tempestade tende agora a afastar-se da Grécia e a intensificar-se sobre a Itália.

Itália: Desemprego dispara para os 8,3%
31 de outubro de 2011, Expresso (Economia)

Brevemente estará, forte, sobre a Espanha.

Geopotencial

Desemprego em Espanha atinge 4,36 milhões
3 de novembro de 2011, Expresso (Economia)

E, em seguida, virá a posicionar-se sobre Portugal. Inevitavelmente.

Desemprego jovem atinge os 27,1% da população
Portugal entre os piores
01 Novembro 2011, Correio da Manhã

A grega democracia, a imperialista UE e a ‘grant’ implosão…

1. Sequência noticiosa:

Grécia vai ter referendo sobre acordo de perdão da dívida
31 de Outubro, 2011, Lusa/SOL

Europa e Banco Mundial preocupados com referendo
1 de Novembro, 2011, SOL com AP

Grécia demite chefias militares
1 de Novembro, 2011, SOL

Grécia: Merkel, Sarkozy, UE e FMI reunidos na quarta-feira
1 de Novembro, 2011, Lusa / SOL

(A propósito, uma singela questão já aqui posta antes.)

2. Vídeo de implosão:

Apelo à resistência dos accionistas do BCP…

… contra a tomada pelo poder político vigente.

 

Solicita-me o companheiro António Balbino Caldeira, do blogue Do Portugal Profundo, cooperação num apelo à resistência dos accionistas e clientes do BCP à tomada impositiva pelo poder político vigente, nos seguintes termos:

“A luta por um Portugal mais livre e mais próspero deve motivar a nossa unidade. Se os vossos blogues quiserem aderir e amplificar o movimento, creio que isso seria útil para garantir a liberdade que deve vigorar na economia.”

Reconheço a minha (nossa, dos blogues) pequenez face aos interesses e forças em presença. Por outro lado, conheço de cor a descrição da luta de David contra Golias e, especialmente, o seu desfecho inesperado.

Prepotência

Porque estou de acordo com o princípio que “a liberdade (…) deve vigorar na economia”, adiro a este apelo e o propalo.

“A manobra de tomada do poder do privado BCP pelo socratismo socialista só se concretizará se os accionistas e clientes do banco a consentirem. Portanto, vamos lá aquecer os motores dos blogues e dar oportunidade à cidadania de participar de mais uma campanha de limpeza do País. A sugestão Do Portugal Profundo é a de que através dos blogues e e-mail se divulgue o seguinte.

A manobra de tomada do poder do privado BCP pelo socratismo socialista só se concretizará se os accionistas e clientes do banco a consentirem. Portanto, vamos lá aquecer os motores dos blogues e dar oportunidade à cidadania de participar de mais uma campanha de limpeza do País. A sugestão Do Portugal Profundo é a de que através dos blogues e e-mail se divulgue o seguinte.

Os accionistas e os clientes do Millenium BCP e das suas empresas participadas (p. 107-109 do Relatório e Contas de 2006) – por exemplo, o BCP detém 30% da Unicre e 21,5% da SIBS – que não aceitarem a tomada de poder das empresas do grupo financeiro e segurador privado pela clique do socratismo socialista resigenem-se ou, se não concordarem com a manobra governamental, escrevam um mail, carta ou fax aos responsáveis das suas contas, gerentes e dirigentes das empresas em causa, bem como ao presidente e vice-presidente da Assembleia Geral com o seguinte teor ou similar:

“Fulano, cliente (e accionista) com a conta n.º ………… da empresa X do Millenium BCP, vem informar do iminente cancelamento da conta na V/ empresa, se for concretizada a tomada de poder do grupo pela facção do socratismo socialista na próxima Assembleia Geral de 15 de Janeiro de 2008, com a qual não concorda.”

As mensagens devem ainda ser dirigidas para BCP, Avenida Doutor Mário Soares (Tagus Park) Edf. 9 / Piso 1, 2744 – 005 Porto Salvo ou para provedoria.cliente@millenniumbcp.pt; e enviadas sempre com conhecimento ao presidente (Prof. Doutor Germano Marques da Silva – gms@fd.ucp.pt ) e vice-presidente da Assembleia Geral do banco (eng. Ângelo Ludgero Marques – cifial@cifial.pt) ou para investors@millenniumbcp.pt (que farão chegar as mensagens aos dois responsáveis da assembleia geral).

Os accionistas que não concordarem com esta tomada de poder pelo socratismo socialista do Millenium BCP poderão participar na Assembleia Geral de Accionistas de 15 de Janeiro de 2008, pelas 14 horas, no centro de congressos da Alfândega do Porto, na cidade do Porto, e de viva voz, reclamarem contra a proposta apresentada. …”

Aut non tentaris, aut perfice [ou não se começa, ou leva-se até ao fim]

(Ovídio, poeta latino)

Lisboa – Novo Aeroporto ou novo “Ageitoporto”?

(Parte 2)

Que poderosos interesses financeiros se movem por detrás desta decisão?

 

O problema da escolha da localização do novo aeroporto é que esta já estava enferma – de uma grave falta de democraticidade – mesmo antes de começar a colocar-se. Num país onde se praticasse a democracia, o(s) governo(s) teriam procedido do seguinte modo:

1º. Recepção do diagnóstico da necessidade da construção de um novo aeroporto, feito por entidade pública competente e isenta de outros interesses na questão;
2º. Condução do assunto perante a assembleia de representantes eleitos (a Assembleia da República, no caso português) para discussão e deliberação de execução;
3º. Encomenda de estudos aprofundados – não apenas económicos ou de construção – a entidades técnicas, públicas ou privadas, isentas de outros interesses na questão;

 

O Novo Aeroporto de Lisboa e a escassez de petróleo
por Demétrio Carlos Alves

1- INTRODUÇÃO
A questão do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) tem sido muito discutida, mas estas discussões têm incidido quase exclusivamente nas questões: 1) da localização; 2) da oportunidade do investimento face a restrições económicas e orçamentais; 3) da problemática ambiental no próprio sítio da sua implantação.
Contudo, há outras vertentes que têm estado praticamente ausentes do debate público. Uma delas é absolutamente fundamental: trata-se da questão energética no mundo pós Pico Petrolífero (peak oil). A outra é a questão ambiental no que respeita ao impacte atmosférico dos gases de escape dos aviões.

2- INFLUÊNCIA DO PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS NA PROCURA DO TRANSPORTE AÉREO
A procura de transportes aéreos está intimamente ligada ao nível das tarifas, à frequência e à diversidade de ligações.

4- OS CUSTOS DO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS – IMPACTES SOBRE O TRANSPORTE AÉREO E INFRA-ESTRUTURAS AEROPORTUÁRIAS
As linhas aéreas americanas consumiram 18,5 mil milhões de galões [5] (84,1 mil milhões de litros) em 2004. Daqui pode-se deduzir que aproximadamente 20% da produção de refinados é constituída por jet fuel para a aviação civil.

Em Portugal, e de uma forma muito intensa, os custos da factura energética são já tremendos, como se poderá constatar no Quadro 4.

Quadro 4
Se seguíssemos a tendência apontada pelo Gráfico 1, embora esta ilação não seja rigorosa, teríamos o petróleo a US$ 80 por barril daqui por doze meses…”

 

4º. Publicação e discussão pública desses estudos, contendo várias hipóteses e sem designação de preferências por parte do poder para evitar movimentos especulativos;
5º. Consulta popular, provavelmente restringida ao conjunto dos municípios envolvidos nas hipóteses de localização, porque seriam esses os cidadãos directamente afectados pela escolha e não outros – cujos interesses passarão até pela melhoria de serviço nos outros aeroportos existentes na sua região;
6º. Finalmente, com todas as consultas feitas, todas as preferências manifestadas, o executivo tomaria uma decisão única, preparando nesse momento todas as acções legais respeitantes ao interesse público dos terrenos necessários para a infra-estrutura, por forma a não ficar na dependência da vontade e propriedade de terceiros.

Agora é tarde. O poder e o interesse público estão completamente à mercê do interesse privado, da especulação, das pressões institucionais (e outras) e de toda a espécie de tentativas de corrupção – ou jeitinhos, falando à portuguesa.

Jornal PÚBLICO
Associação Comercial do Porto vai avançar com estudo sobre Portela+1
19.06.2007 – 10h13m, Margarida Gomes, Filomena Fontes

O presidente da Associação Comercial do Porto, Rui Moreira, aproveitou ontem a brecha aberta pelo ministro das Obras Públicas, Mário Lino, para anunciar que já encetou contactos, junto da universidade e de empresas da região, para pôr em marcha um estudo alternativo à Ota e a Alcochete do novo aeroporto de Lisboa, que passa pela solução Portela+1.”

 

o-2-aeroporto-de-lisboa-no-montijo-4752_s.jpg

 

Blog CABALAS
“Segunda-feira, Junho 4
Novo aeroporto de Lisboa, onde?

E, o que é estranho em toda esta discussão é que aparentemente se deitaram fora algumas soluções aparentemente muito mais vantajosas, a de manter a Portela associando-lhe a pista de Alverca.

Aeródromo de Alverca

 

 

Tudo isto tem custos, enormes custos. Uma coisa que os portugueses – não todos, felizmente, mas a maioria, infelizmente, governantes incluídos – parecem não conseguir perceber, é que a esperteza é uma forma muito degradada e distorcida da inteligência, cujas consequências a médio ou longo prazo são onerosas e penosas.

Camelos

E assim, lenta mas seguramente, nestes novos tempos (ao contrário de outros cuja glória ainda nos é dado recordar), vamos construindo um futuro cada vez pior para Portugal.

 

“UMA CIDADE ALICERÇADA NA INJUSTIÇA

9. Ouçam isto, chefes … ; prestem atenção, governantes … , vocês que têm horror ao direito e entortam tudo o que é recto;

10. constróem (as cidades) … com perversidade.

11. Os vossos chefes proferem sentença a troco de suborno; os vossos sacerdotes ensinam a troco de lucro e os vossos profetas fazem oráculos a troco de dinheiro. E ainda ousam apoiar-se em Deus, dizendo: Por acaso, Deus não está no meio de nós? Nada de mau nos pode acontecer!” Miqueias 3