Tag Archives: campanha

Julgar os outros por si mesmos.

Usar criancas para propaganda.A criatura que actualmente supõe representar a Educação em Portugal, veio hoje afirmar aos microfones da TSF que “é indigno usar crianças” nas manifestações de protesto contra a sua unilateral quebra dos contratos de financiamento de ensino público em escolas privadas.

Não é por acaso que a criatura utiliza a palavra ‘usar’. Quem tem por hábito usar as crianças (e os velhos, e os desempregados, e os fragilizados em geral) não consegue perceber quando “alunos, professores, pais, direcções escolares, educadores não docentes, antigos alunos se juntam para gritarem e manifestarem o quanto gostam da sua escola“.

O candidato ainda não candidato inicia a campanha para as presidenciais.

Sócrates e Cavaco combinam

Ele há políticos tão manhosos que iniciam a sua campanha antes mesmo de se candidatarem.

.

A mentira denunciada, o compadrio descarado, a corrupção ocultada, retiraram definitivamente as condições éticas mínimas a Sócrates e ao governo a seu mando para governarem o país.

Porque continuam então a governar? Em última análise, a resposta a esta pergunta irá sempre encontrar a desmedida ambição deste homem em ser reeleito*.

*A seu tempo, isto será aqui plena, abundante e incontornavelmente demonstrado.

Leituras complementares recomendadas:

O legado de Sócrates: a impunidade

.

Ultrapassar ou não António Guterres

Be stupid

Uma marca italiana de vestuário lançou uma campanha publicitária que “aposta em ideias relacionadas com estupidez“.

Stupid is Spreading - cartaz publicidade

Algumas más línguas pretendem que se terá inspirado nas brilhantes ideias saídas dos executivos políticos portugueses desde 2005.

“Novela” PT-Telefónica: Vivo já está a perder quota de mercado
Terça feira, 20 de Julho de 2010, ExameExpresso

PT pede €7,5 mil milhões à Telefónica
Anabela Campos e João Vieira Pereira
Segunda feira, 26 de Julho de 2010, ExameExpresso

Ele há línguas capazes de dizer quase tudo…

Anteriormente escritas sobre este mesmo assunto aqui no Jardim: Porque manda o governo vetar a venda da Vivo? (30-06-2010), A nova ordem económica: capitalismo de Estado ou socialismo de mercado?  (03-07-2010).

Um cartaz que causa indignação.

Este é um cartaz da campanha para o sim irlandês ao referendo para adesão ao tratado constitucional para a União Europeia, eufemísticamente chamado Tratado de Lisboa para satisfazer a vaidade e o ego imenso do chefe do governo socialista que o apadrinhou aqui em Portugal. (clique na imagem para ver a sua origem)

 

Cartaz: Povinho faz o que te mandam.

Tradução do texto no balão: Povinho (arraia miúda, gentinha)! É simples. Façam aquilo que vos mandamos.

 

Isto é ou não é revoltante? Isto é ou não é uma indignidade? Isto é ou não é aviltante? Isto é ou não é uma falta de respeito pelo povo? Isto é ou não é um abuso de poder? Isto é ou não é um exemplo de atropelo à democracia?

Grandes vitórias do governo socialista…

.
Cartaz desemprego máximo
.
A propósito deste post de Rui A. no Portugal Contemporâneo.
Este postal foi publicado primeiro aqui.

Novas propostas para a campanha ‘avançar portugal’?

Um modesto mas sentido contributo aos “avanços” deste pobre país de há tanto tão mal orientado.

.

Ontem à noite, a fantástica equipa unitária de disaineres e criativos de Um Jardim no Deserto (trêide marque) decidiu, por maioria absoluta de um, levar a cabo um intenso breine setormingue no sentido de criar um novo e mais poderoso autedore para a campanha “avançar portugal” do euróico inginheiro.

Os resultados ficam aqui à disposição do dito, de forma absolutamente graciosa. Porque ele merece!

Avançar Portugaaal

 

Avançar Portugaaal 2

 

PS: Esta equipa sabe que neste momento seria difícil vir a substituir os criativos (e já amigos, seguramente) que conduzem esta campanha, mas tem esperança que vossência se venha a lembrar desta oferta completamente desinteressada quando, daqui a 4 anos, estiver a concorrer à CML em oposição ao seu arqui-adversário PSL.

Muito obrigadinho é o que esta equipa lhe deseja neste momento tão difícil… para alguns, que seguramente vossência lamenta.

Está oficialmente aberta a caça ao voto!

Independente_capa 18_02_2005

“O primeiro-ministro acaba de anunciar, numa conferência de imprensa com o ministro das Finanças na Presidência do Conselho de Ministros, uma descida de impostos. O imposto escolhido foi o IVA, cuja taxa normal desce de 21% para 20%. …” (Agência Financeira, Governo baixa IVA para 20%, Paula Gonçalves Martins, 2008/03/26 15:38)

Podem usar-se as armas definidas na lei: discursos aproveitando qualquer ajuntamento com mais de duas pessoas (seja lá para o for), entrevistas sobre a vida e os hábitos pessoais dos candidatos, comentários aos jornalistas nos corredores da Assembleia da República (ou quaisquer outros, tem é que ser em corredores!), faladuras durante deslocações aos bairros degradados, lares de terceira idade e outros locais com muitos coitadinhos, etc..
As munições permitidas são, para além das usuais promessas mentirosas com qualquer calibre, outras como golpes baixos, facadas pelas costas, insinuações venenosas e todas as já habituais.

Atenção às excepções:
1. É estritamente proibido usar munições do tipo apupo, vaias e similares, mas apenas quando dirigidos ao candidato José Sousa (vulgo Sócrates), actual primeiro-ministro. Em todos os restantes casos podem ser usadas.
2. É também absolutamente proibido o uso da munição do tipo mentira óbvia de grande calibre, excepto ao candidato já referido em 1.

“… O primeiro-ministro José Sócrates afirmou esta sexta-feira em Bruxelas que é «leviano e irresponsável» falar em baixar os impostos, sem se conhecer ainda os dados da economia portuguesa do ano passado e os indicadores dos primeiros meses deste ano, avança a «Lusa». …” (Agência Financeira, Quem fala em baixar impostos é «leviano e irresponsável», Editorial/LF, 2008/03/14 13:58)

Nota pós-texto: Apenas uma pequena curiosidade adicional.
(Diário de Notícias, Freeport aguarda falência ou apenas dias melhores, Eva Cabral e Isaltina Padrão, 09.02.07)

Uma nova campanha do trigo, socialista e pós-moderna?

Os homens inteligentes aprendem com os erros passados; os estúpidos repetem-nos.

 

Tese:

A propósito de inteligência e da falta dela: lamento ter que desiludir os defensores do (dito) plano tecnológico nacional, mas a verdade – nua e crua – é que os computadores nunca substituirão a inteligência. Um estúpido com um computador, continua a ser um estúpido… agora com uma ferramenta que lhe abre novas oportunidades de demonstrar a sua estupidez.

 

 

Sofisma:

Ministro vai apresentar projecto para combater crise dos cereais

24 Setembro, 2007 – 16:11

O ministro da Agricultura, Jaime Silva, mostrou-se, esta segunda-feira, preocupado com o aumento do preço dos cereais, pelo que, para fazer face à crise no sector, adiantou que vai propor à Comissão Europeia (CE) a utilização, durante um ano, das terras em pousio. A Associação do Comércio e Indústria da Panificação já anunciou que o pão vai voltar a subir, este ano, entre os 8% e os 10%.

…”

 

 

Prolepse:

Campanha do Trigo

Registo inserido e validado por: Direcção Regional de Cultura do Algarve

 

Para incentivar o cultivo do trigo o Estado Português lançou esta campanha, através da qual atribuía uma série de regalias a quem o cultivasse. No Algarve esta traduziu-se por um aproveitamento dos terrenos da zona serrana, até aí incultos. As consequências desta campanha levaram a um intenso aproveitamento agrícola dos terrenos pobres. Abandonou-se quase por completo o tradicional sistema de rotação de culturas, deixando de se cumprir os prazos mínimos de pousio. Isto provocou um esgotamento dos solos.

Data inicial: 1928

Data final: 1934”

 

 

 

O Estado Novo

A Campanha do Trigo, iniciada em 1929, com os objectivos de garantir o auto-abastecimento e de “dignificar a indústria agrícola como a mais nobre e a mais importante de todas as indústrias e como primeiro factor de prosperidade económica da Nação”. Esta campanha consistiu em demonstrações técnicas do uso de adubos, assistência aos agricultores, escolha das sementes e organização de parques de material agrícola. Foi criado um subsídio de arroteia destinado a por em cultivo com trigo terrenos incultos e vinhas, bem como a garantia de aquisição da produção a preço tabelado. Embora se tenha conseguido aumentos da produção e até excedentes no ano favorável de 1932, a Campanha de Trigo é responsável pela acentuada erosão de muitos solos de encosta do nosso país. Refira-se que os acréscimos de produção foram conseguidos principalmente à custa do aumento da área cultivada e não do rendimento.

…”

(ALMEIDA, Domingos P. F. de, Evolução Histórica da Agricultura, Apontamentos de História em http://www.dalmeida.com, Agosto 2002)

Alentejo

“junho 23, 2004

ALENTEJO

GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Na primeira metade do século passado, a imagem (mito) do Alentejo como celeiro do país consolida-se, justificando o crescimento populacional e o progressivo avanço dos campos cultivados sobre a charneca. Inspirado noutros exemplos europeus (caso de Itália), o Estado Novo retomará o mesmo rumo, lançando a partir de 1929, a Campanha do Trigo.

Embora breve – em 1937 o esforço está já terminado, sucumbindo às dificuldades de colocação externa do produto e ao rápido esgotamento dos solos mais pobres -, a Campanha do Trigo resultará num aumento ainda mais significativo das áreas cultivadas, ao mesmo tempo que revela a prazo, os limites (esgotamento) da imagem da superabundância que servia secularmente para caracterizar a região.

Invadidos pelo trigo, as regiões de solos delgados e xistosos depressa mostraram que a sua vocação não era cerealífera (vejam-se as terras da “região” campaniça). À Campanha do Trigo sucedeu, nos anos 60, outra tentativa política para, de novo, salvar, de fora, o Alentejo. Pretendia-se, como antes, reforçar a sua produção agrícola. Desta vez já não se tratava de estender a cultura tradicional do trigo, mas de substituir a cultura extensiva de sequeiro pela intensiva de regadio, ou seja, de implantar no Alentejo formas de produção que lhe eram quase completamente alheias (digo alheias, porque não houve desgraçadamente qualquer plano de formação ou de ajudas/financiamentos). Não através de obras pequenas, ao alcance de todos os agricultores, mas através de grandes empreendimentos financiados e executados pelos organismos estatais, o que implicava a sua utilização sobretudo por grandes empresas e escassas cooperativas.

Uma vez mais o Alentejo (será) seria o fornecedor explorado e não o beneficiário. O fim da Campanha do Trigo e as tentativas de regadio foram, aliás, suficientes para desmentir a vocação essencialmente cerealífera da economia Alentejana, mantida pelo Estado Novo e, até depois do 25 de Abril, tentada de certa forma, pela Reforma Agrária. Tivemos que esperar pela integração no espaço económico comunitário para se assistir à crise/falência total e aberta do sistema. Que Futuro?

…”

(Posted by dj_ac at 11:39 PM | http://albardeiro.blogs.sapo.pt/arquivo/2004_06.html)

 

 

Dedução (argumentum ad judicium):

A incompetência, a ignorância, o oportunismo, o “economicismo” e a vaidade estultificante dos dirigentes continuam a ser os grandes obstáculos ao verdadeiro desenvolvimento do país.

 

 

 

 

“JUSTIÇA EM PRIMEIRO LUGAR

12. (…) Tudo isso fez com que o Senhor dos exércitos ficasse com grande ira 13. e dissesse: “Como eu chamei e eles não escutaram, agora também eles podem gritar que eu não escutarei. 14. Eu dispersei-os por todas as nações que não conheciam, e atrás deles a terra ficou vazia, sem habitantes. Eles transformaram num deserto esta terra deliciosa“…” (Zacarias 7)