Tag Archives: alemanha

Dia mundial do Kindertransport.

Arrival of Jewish refugees, LondonO Kindertransport (transporte de crianças) foi uma missão de resgate que salvou as vidas de aproximadamente 10 mil crianças judias [e não só] dos territórios ocupados pelos Nazis durante os 9 meses que precederam o início da Segunda Guerra Mundial. O primeiro Kindertransport chegou a Harwich, no Essex, aos 2 de Dezembro de 1938 com 200 crianças, a maior parte das quais provinham de um orfanato judeu em Berlim que havia sido incendiado durante o massacre da Kristallnacht. … (tradução instantânea do início deste texto)

A Associação Kindertransport proclama o dia 2 de Dezembro de 2013 como Dia Mundial do Kindertransport – o 75.º aniversário do início do transporte das crianças. … (tradução instantânea do início deste texto)

Advertisements

Colonialismo, neocolonialismo ou colonialismo económico?

O paradigma da relação de Portugal com a Alemanha.

made in germany portuguese cork

“O colonialismo é um exercício de dominação que envolve a subjugação de um povo a outro. Uma das dificuldades em definir colonialismo é que é difícil de o distinguir de imperialismo. …”
(tradução imediata de um excerto da definição constante aqui)

“neocolonialismo – a dominação de um país pequeno ou fraco por um país grande ou forte sem assumir directamente o seu governo.”
(tradução imediata da última definição constante aqui)

“Dito de forma simples, o colonialismo económico é um colonialismo, mas apenas em termos de negócios ou Economia. (…) Tipicamente, os países poderosos investem capital em nações subdesenvolvidas e o retomam com lucro. … Normalmente, tais investimentos pelos países mais ricos têm condições, sendo um dos exemplos mais comuns dessas condições a venda de recursos públicos, como os serviços de abastecimento de águas, a empresas privadas. …”
(tradução imediata de um excerto do texto explicativo constante aqui)

Pig’s breakfast.

Ministra da Justiça defende corte de salários para evitar despedimentos
Nuno Rodrigues, 05 Set, 2013 (RTP, em Artigos & Notícias)
Em entrevista à TVI 24, Paula Teixeira da Cruz aconselhou mesmo os sindicatos a negociarem reduções salariais para que fiquem protegidos postos de trabalho e, deu como exemplo a seguir em Portugal, o que foi feito na Alemanha nos anos 90. …

Hidden by glowing stats, Germany’s poor struggle
By Frank Jordans | Associated Press – Sep 13, 2013

But many economists say the reforms — begun by Merkel’s center-left predecessor — have also pushed down real wages and put hundreds of thousands precariously close to the poverty line. …
Since Merkel came to power in 2005, the number of people considered in poverty or on its borderline has grown by about 400,000 to 12 million, according to the Federal Statistics Office. …
[Ocultados por estatísticas brilhantes, os pobres da Alemanha lutam

Mas muitos economistas dizem que as reformas – iniciadas pelo predecessor centro-esquerda de Merkel – fizeram baixar os salários reais e puseram centenas de milhares de pessoas à beira da pobreza. …
Desde que Merkel chegou ao poder, em 2005, o número de pessoas consideradas em situação de pobreza ou no seu limiar aumentou de 400 mil para 12 milhões, de acordo com o Instituto Federal de Estatísticas alemão. …]

Comissão Europeia gastou oito milhões de euros em festas e jactos privados
22 Agosto 2013 (jornal Q)
Enquanto exige aos países da zona euro mais austeridade para reduzir o défice, a Comissão Europeia (CE) não tem refreado os seus próprios gastos. De acordo com uma investigação jornalística, os comissários europeus gastaram cerca de oito milhões de euros em jactos privados, festas e férias luxuosas.

Manter-se no euro é manter-se no erro para países como a Grécia e Portugal.

Seguido o conselho de Morleya wise suspense in forming opinions, a wise reserve  in expressing them and a wise tardiness in realizing them –  a redacção/publicação deste artigo foi sendo adiada até ao limite do possível.

Acreditava que viria entretanto algum homem de visão, algum economista não comprometido com o poder, denunciar o verdadeiro acto de masoquismo que é para os países como a Grécia e Portugal manterem-se na moeda única. Senhores! Passados 11 e 13 anos das respectivas entradas na dita união económica e monetária, após milhões e milhões de euros enterrados em betão de estádios e parques imobiliários, em betuminoso de autoestradas, estradas e rotundas, e em moínhos de vento*, o único sector onde estes dois pequenos países continuam a ter uma extensa oferta procurada/apreciada é o do turismo –  na sua variante sol-mar (mais as gastronomias correspondentes). O problema é que, espartilhados pelo elevado valor da moeda única, esta oferta deixou de ser concorrencial – agora,  até os gregos e os portugueses optam por comprar férias mais baratas em destinos mais exóticos.

Parece-vos exagerado o que afirmo? Então façam como eu, leiam gente que deve saber mais, ou melhor, tem obrigação de saber muito mais. Como, por exemplo, o presidente do grupo dos Conservadores e Reformistas no Parlamento Europeu, Martin Callanan:

Greece has bought itself only a little more time
20.06.12 (EUobserver)

The Greek people bought themselves a bit more time at the weekend. However, I fear that we are still kicking the now infamous can a little further down the road.

Given the current situation, it is still my opinion that it would be in the best interests of Greece, the euro zone, and national democracy if Greece were to leave the euro in as orderly a fashion as possible.

Greece continues to stare into the abyss. The last bailout was based on such optimistic projections that a third bailout will eventually become a distinct possibility given the worsening growth figures.

We cannot go on with policies that seek to buy a bit more time and prolong the inevitable. The tough decisions are going to have to be made. They can be made today, or they can be made further down the line. But the longer we wait, the worse the political, social and democratic consequences of this crisis will become.

E, como complemento, não deixem de ler também o diplomata, banqueiro e executivo (e  comentador de economia em 6  cadeias televisivas), Edward Harrison:

The euro zone is one giant vendor financing scheme
4 November 2011 (Credit Writedowns)

In a fixed exchange rate environment like the euro area, you don’t have currency fluctuation issues. So persistent current account imbalances as we see within the euro zone are really a form of vendor financing. …

Vendor financing works successfully as long as the lender makes sure the customer can pay back the loans. …

The lurid Telegraph story about German-made Porsches bought in Greece shows you an extreme example of how this works. The reality is you can’t have Germany and Spain both running current account surpluses with each other at the same time. Unless the euro zone as a whole runs a current account surplus as large as Germany and the Netherlands, then you are automatically going to have a sort of vendor financing relationship going.

The most important is that Germany’s or the Netherlands’ current account surplus matched current account deficits in Spain, Portugal, and Greece. That’s how it works. You sell more to me than I do to you and I get more cash than you do. There are always two sides to every transaction (chart from the FT below).


The large euro-area internal current account imbalances should be seen as a form of vendor financing, whereby the creditors, principally Germany, forward their customers, the debtors, trade finance in order to sell their wares.

*e nos bolsos de muitos e espertos empreiteiros, autarcas, oportunos empresários, seus familiares, amigalhaços, compadres e companheiros de… variadíssimas coisas.

Eu nunca vi pátria assim, …


A equipa portuguesa não abdica de uma vitória frente à Alemanha. Paulo Bento considera que o futebol “é uma das poucas atividades” onde Portugal pode competir com a Alemanha, acrescentando que “vamos tentar jogar olhos nos olhos com uma grande seleção. …

(Seleção Portuguesa está a poucas horas de defrontar a Alemanha, 09/06/2012, por Filipe Valente, Tecnologia)


«Partimos de Lisboa uns, outros do Porto, via Madrid, depois Milão, Cracóvia e, finalmente Lviv. Saímos na quinta-feira, às duas da tarde, e aqui estamos hoje para assistir a mais uma vitória de Portugal, claro», …

(Portugueses “madrugadores” certos do triunfo frente à Alemanha, 09 de junho de 2012, Por SAPO Desporto c/Lusa)

Foi uma das expressões que mais vezes saíram da boca de Cristiano Ronaldo na antevisão do jogo de estreia no Euro 2012: “Eu acredito”. O capitão da selecção acredita que Portugal vai ganhar à Alemanha

(Cristiano Ronaldo e o jogo com a Alemanha: “Eu acredito”, 08.06.2012, Por Nuno Sousa, em Lviv, Público-Desporto)

… pequena e com tantos peitos.

A vingança vai ser terrível! Os alemães vão ser esmagados e a Merkel vai ver o que acontece a quem se mete com a gente! A Europa nunca mais vai ser a mesma depois deste jogo. E, desde já fica aqui proposta a condecoração do capitão da selecção nacional com a Ordem do Mérito.

O fim do euro* ou o IV Reich.

Não, não é uma pergunta, é uma constatação. Estes são os únicos dois cenários possíveis na actual conjuntura política-económica europeia.
Hoje mesmo a balança pendeu para o IV Reich quando os irlandeses demonstraram que estão quebrados aprovando em referendo o “pacto fiscal europeu“. O “tigre celta” não passa afinal de um gato castrado e sem unhas.
Restam os gregos, mas as últimas sondagens autorizadas antes da nova eleição legislativa no próximo dia 17 de Junho mostram uma grande indefinição na previsão dos resultados entre o partido favorável ao novo resgate – e consequente submissão da Grécia ao dictat alemão, e o partido que lhe é contra – e consequente saída da Grécia do euro.

Em qualquer dos casos, a Europa da igualdade das nações, da democracia dos povos, da cidadania participativa e da livre iniciativa abortou: morreu antes mesmo de nascer.

O resto é o que toda a gente pode ir acompanhando pelas notícias: Portugal está de rastos, a Itália está de gatas, a Espanha foi de joelhos ao tapete com o Bankia, o representante da França logo que foi eleito apressou-se a prestar vassalagem à Furherin, a qual recomenda a entrega do ouro ao bandido, digo, o “Pacto de Redenção” aos (ainda?) países do sul da Europa, o Reino Unido está cada vez mais isolado, e os restantes países… nem piam.

*Leitura aconselhada sobre este assunto: a série completa de artigos sob o título genérico “Fim do euro” de Pedro Braz Teixeira, no blogue Cachimbo de Magritte.

Nota: E, com este artigo chegou, finalmente, o momento de desvendar a algumas pessoas amigas mais curiosas que tiveram a amabilidade de ir perguntando em que local foi tirada a fotografia de apresentação do autor deste blogue (o itinerante jardineiro Zé de Portugal): trata-se de Schloss Charlottenbourg, o palácio de Frederico I, o 1.º rei da Prússia, dinastia e Estado que estiveram na origem do 1.º Império Alemão propriamente dito – Deutsches Reich, Kaiserlich Deutsches Reich ou Kaiserreich. O resto… bem, vocês sabem: é a Deutschlandlied, a História recente da Europa e das 2 Grandes Guerras.

Novo Tratado Europeu sem Referendo? Não! Nein! Non! No!

Em face do perigo de excesso de velocidade em direcção ao domínio alemão da União Europeia, sob o beneplácito de uma França idioticamente útil, veiculado nas notícias seguintes,

PSD: alteração pontual dos tratados deve ser “rapidíssima”

Rompuy: maior integração europeia pode ser rápida

é forçoso concordar – nunca pensei vir a dizê-lo alguma vez – com o stop referendário por que clama Pacheco Pereira.

MAIS DO QUE NUNCA CONVÉM COMEÇAR A PREPARAR UM REFERENDO SOBRE O NOVO TRATADO EUROPEU

Mas (re)clamar com títulos em maiúsculas não chega, ó Pacheco. É indispensável fazer alguma coisa, encetar alguma acção, avançar com alguma iniciativa. O que pensa o Pacheco fazer, para além do ruído habitual?

Nota: Estes (como também a Suécia e a Dinamarca) é que toparam os alemães logo desde o princípio e não perderam, nem fazem intenções de perder, a sua soberania económica – ou outra qualquer. (Eles não se esquecem que a 1.ª estrofe do hino alemão – embora na forma oficial actual só cantem a 3.ª estrofe – começa com a afirmação Deutschland, Deutschland über alles, Über alles in der Welt.)

Todos os Impérios sempre tiveram uma ‘moeda única’.

Há 1800 anos atrás (211 a.C.) uma outra República criava uma outra moeda única que viria a ser, alguns anos mais tarde, “a principal moeda em circulação no Império” que essa República havia entretanto dominado.

Ontem, dia 9 de Novembro de 2011, a sr.ª Kasner – que usa indevidamente o apelido Merkel – deixou claro que se vê a si mesma como a líder de um Novo Império do Ocidente (Ein Neues Westreich, der vierte Deutsche Reich) – se alguma dúvida existisse ainda:

A chanceler alemã, Angela Merkel, considerou hoje que as fronteiras entre a política doméstica e europeia já perderam a definição na zona euro, (…)
“Doméstico é tudo o que está dentro da zona da moeda única. A Grécia já não pode decidir sozinha se quer ou não realizar um referendo”, (…)
(“Moeda única acabou com políticas domésticas”, por Lusa, 09/11/2011, DN Economia)

Isto, somente vinte e dois anos após poder passar-se, enfim, livremente por esta porta:

E este, ali em baixo, é o mapa do Império nas suas fronteiras actuais. Mas, ao contrário de todos os Impérios anteriores, a República imperialista que domina não combateu uma única batalha e não perdeu um único soldado na conquista: de modo incrível, todos os dominados se entregaram de livre vontade… à força do seu poderio económico.

Estamos no ano 50 2011 antes depois de Cristo. Toda a Gália Europa está ocupada pelos romanos germanos… Toda? Não! Uma aldeia confederação habitada por irredutíveis gauleses helvécios resiste ainda e sempre ao invasor. (adaptação do texto introdutório em todos os livros de BD da série Astérix o Gaulês)

E depois ainda dizem que os saloios são os suíços. Pois, pois…

Leitura complementar: Iniciativa Europeia de Cidadania: O instrumento para democratizar a União Europeia autoritária.

A grega democracia, a imperialista UE e a ‘grant’ implosão…

1. Sequência noticiosa:

Grécia vai ter referendo sobre acordo de perdão da dívida
31 de Outubro, 2011, Lusa/SOL

Europa e Banco Mundial preocupados com referendo
1 de Novembro, 2011, SOL com AP

Grécia demite chefias militares
1 de Novembro, 2011, SOL

Grécia: Merkel, Sarkozy, UE e FMI reunidos na quarta-feira
1 de Novembro, 2011, Lusa / SOL

(A propósito, uma singela questão já aqui posta antes.)

2. Vídeo de implosão:

Alguém elegeu estes dois marmanjos

para governarem a União Europeia?

 (Philippe Wojazer/Reuters)

Sarkozy e Merkel querem uma taxa Tobin e um novo governo para a zona euro
16.08.2011 – 17:22 Por PÚBLICO

Não é preciso ser profeta para perceber que isto vai acabar mal. Muito mal.