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Diz-me que líder segues, dir-te-ei quem és.

Tell me the leader you follow and I’ll tell you who you are.

 Certificate of Accomplishment - International Leadership & Organizational Behavior, Bocconi, April 2013

“Um homem com um ideal tem um barco no coração e uma bússola na cabeça. Por isso não há tempestade que o afunde ou o tire do rumo certo.”  (Autor desconhecido)

“A man with a dream has a boat in the heart and a compass in the head. So, there’s no storm that can sink him or takes him out of the right course.” (Author unknown)

The Bible’s Prehistory, Purpose and Political Future.

Curso: A Pré-história, o Propósito e o Futuro Político da Bíblia.

Certificate of Accomplishment - The Bible's Prehistory, Purpose & Political Future, Emory,  July 2014

(Tradução expedita do texto em inglês mais abaixo.)
There is no history of mankind, there are only many histories of all kinds of aspects of human life. And one of these is the history of political power. This is elevated into the history of the world. But this, I hold, is an offense against every decent conception of mankind. It is hardly better than to treat the history of embezzlement or of robbery or of poisoning as the history of mankind; for the history of power politics is nothing but the history of international crime and mass murder (…). This history is taught in schools, and many of the greatest criminals are presented as heroes. … A concrete history of man-kind, if there were any, would have to be the history of all men. It would have to be the history of all human hopes, struggles, and sufferings. For there is no one man more important than any other. Clearly, this concrete history cannot be written. We must make abstractions, we must neglect, select. But with this we arrive at the many histories; … (1)
Popper was a genius, and he clearly understood what should constitute an history of mankind: the history of all human hopes, struggles, and sufferings – and how it should be written: with this we arrive at the many histories. However, he could not see what Dr. Wright so clearly has shown now, that this history of mankind had actually already been written a long time ago on a book called The Bible.

Não existe uma história da humanidade, existem apenas muitas histórias sobre todo o tipo de aspectos da vida humana. E um delas é a história do poder político. Esta é elevada a história da humanidade. Mas isto, sustento, é uma ofensa para qualquer concepção decente de humanidade. É pouco melhor do que considerar a história da fraude, ou a do roubo ou a do envenenamento, como a história da humanidade; porque a história do poder político não é mais do que a história do crime e do assassínio em massa internacionais (…). Esta história é ensinada nas escolas e muitos dos maiores criminosos são nela apresentados como heróis. … Uma história concreta da humanidade, se alguma houvesse, teria que ser a história de todos os homens. Teria que ser a história de todas as esperanças, lutas e sofrimentos humanos. Pois não há nenhum homem mais importante do que qualquer outro. Claramente, esta história concreta não pode ser escrita. Temos que fazer abstracções, temos que neglicengiar e seleccionar. Mas, assim chegamos às muitas histórias; … (1)
Popper foi um génio e ele percebeu claramente o que deveria constituir uma história da humanidade: a história de todas as esperanças, lutas e sofrimentos humanos – e como deveria ser escrita: assim chegamos às muitas histórias. Contudo, ele não conseguiu ver aquilo que o Dr. Wright mostrou agora, que esta história da humanidade tinha já sido escrita há muito tempo num livro chamado A Bíblia.

(1) The Open Society and Its Enemies, vol. II – The High Tide of Prophecy: Hegel, Marx and the Aftermath, George Routledge & Sons editors, London, 1947 (p. 257).

Continuar a preparar para a grande comissão.

Dando seguimento ao que foi iniciado aqui há poucos meses.

Certificate of Accomplishment, International Organizations Management, Université de Genève

 

A propósito de organizações internacionais e a título de mera curiosidade, sabiam que a palavra nações ocorre menos de 130 vezes na Carta das Nações Unidas e Estatuto do Tribunal Internacional de Justiça e mais de 500 vezes na Bíblia?*

*A busca foi feita, em ambos os casos, sobre textos em inglês usando a palavra “nations”.

Más notícias para quem pensasse ter cessado o activismo político por aqui.

Conforme prometido aqui atrás, eis uma das razões (há outras, porventura menos interessantes) que estão na origem da fraca actividade neste Jardim durante os últimos meses.

Certificate of Accomplishment, Democratic Development course, Stanford University

A propósito de democracia e a título de mera curiosidade, sabiam que as palavras povo/povos ocorrem menos de 60 vezes no texto de O Capital, de Karl Marx, mas mais de 2 mil vezes na Bíblia?

A conferência de Copenhaga e a ignorância global.

Capa de livroFaltam apenas três dias para terminar a tão falada conferência da ONU sobre o clima.

Os objectivos aí pretendidos atingir pela EU estão expressos nas afirmações a seguir transcritas (daqui): atingir “um novo acordo mundial, abrangente e ambicioso, para a resolução do problema das alterações climáticas”,  “para que o aumento da temperatura possa ser mantido inferior a 2°C”.

Esta gente não compreenderá o que está a dizer? Ou querem, de facto, enganar todo o mundo?

Resolver as alterações climáticas?! Manter o aumento da temperatura abaixo de 2ºC?!

Já agora, porque não também, estabelecer um valor máximo para as temperaturas nos desertos e para a humidade nas florestas tropicais?

Então estes iluminados não sabem que de há 3600 milhões de anos a esta parte – desde se formou uma atmosfera sobre o planeta – nunca pararam de acontecer inúmeras e enormes alterações climáticas? Custa a crer que todos eles tenham frequentado a UI ou que tenham obtido o diploma a um domingo…

Só nos últimos 2700 milhões de anos sabe-se que terão ocorrido 25 glaciações, a que correspondem outras tantos períodos de aquecimento interglaciário. Têm lugar em ciclos climáticos de aproximadamente 10 mil em 10 mil anos (os períodos interglaciários quentes) e duram cerca de 100 mil anos cada uma.

As discussões científicas sobre as possíveis causas destas variações climáticas cíclicas vêm já de longa data. A explicação mais comumente aceite na actualidade pela maioria dos cientistas encontra-se na teoria dos ciclos orbitais do matemático jugoslavo Milutin Milankovitch, segundo a qual o clima da Terra é determinado pelo volume de energia que ela recebe do sol e esse volume de energia é dependente de três factores astronómicos: excentricidade da órbita, inclinação e precessão do eixo do planeta. (ver aqui)

A esta macro teoria juntam-se, mais recentemente, outras que relacionam, para períodos geológicos mais curtos, a variabilidade climática com a dinâmica geomorfológica, baseados em registos geológicos como os dos ciclos de Dansgaard-Oeschger e dos eventos Heinrich. (ver aqui1)

Por outro lado, manda a honestidade que se diga que são factos observáveis, e observados, o aumento da concentração de CO2 na atmosfera, o desprendimento e sequente fusão de grandes massas de gelo das zonas polares, uma subida do nível médio das águas do mar. O que já não é honesto é afirmar peremptoriamente, perante a grandeza das forças em causa, que estes fenómenos se devem principalmente, ou exclusivamente como alguns dizem, ao aumento das emissões de CO2 para a atmosfera causado pelas actividades humanas.

Explicações simplistas de fenómenos complexos são produto de mentes simplórias… Ou mal intencionadas.

A comunicação social tem muitas culpas no agravar da ignorância e da desinformação relativamente a estes assuntos. A maior parte das notícias escritas a propósito desta conferência não contêm qualquer informação útil para a compreensão do tema. Ao ler estas notícias fica-se com a ideia de que, de um lado, uma data de políticos, inchados pela alta conta em que se têm e que supostamente representam a maior parte da humanidade, se reúnem lá num sítio qualquer para discutir se as fábricas vão continuar ou não a deitar fumo, se as centrais energéticas serão nucleares ou a carvão, ou se os automóveis no futuro serão movidos a electricidade ou a hidrogénio, com baterias ou pilhas de combustível, fazendo crer que dessas decisões depende se continuará a haver ou não alterações do clima. E, que do lado oposto existem umas criaturas muito altruístas e iluminadas pela deusa Gaia, as quais supostamente representam a parte restante (e melhor) da humanidade e, por isso, se sentem autorizados a provocar distúrbios, a apedrejar os agentes da polícia e a destruir a propriedade alheia.

Em suma, é a globalização da ignorância, a legitimação da malevolência e a institucionalização da estupidez.

1Reparem na incerteza demonstrada e na honestidade científica de quem o elabora este artigo, ao começar com a citação de Vera Markgraf: “The Earth’s climate has never been stable. Climate has varied on all time scales and will continue to vary in the future, irrespective of the extend to which human activities will afect it”.