Category Archives: TGV

TGV*: o falhanço completo.

Em Espanha:

Falta de passageiros
Espanha suprime três ligações de alta velocidade
28.06.2011 – 13:40 Por Pedro Crisóstomo

Alta Velocidade de Espanha - linhas suprimidas
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Em Portugal:

OBRAS PÚBLICAS
TGV português já custou 300 milhões mesmo sem um quilómetro de linha
por Ana Suspiro, Publicado em 18 de Abril de 2011 (ionline)

Contribuinte Paga - 300 milhões sem obra
CP (… contribuinte paga)
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Sugestão: Os contribuintes portugueses devem juntar-se e criar imediatamente a ACE – Associação dos Contribuintes Enganados (ou Esfolados) e contratar uma agência de cobranças difíceis para ir cobrar esta despesa à sede nacional do partido socialista português.
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*Também pode ser acrónimo de Tolos a Grande Velocidade… para a profetizada BGV, essa sim, uma iniciativa socialista que teve grande sucesso.

Uma nova rota comercial para recuperar a Economia nacional.

Uma grande ideia, esta, do André Azevedo Alves, no Insurgente.

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Passageiros não haveriam de faltar, em busca da “especiaria”(1) – podia chamar-se-lhe, com toda a propriedade, a Rota da Marí Joana. Imaginem as possibilidades. Cinco séculos depois, Portugal como grande fornecedor de exóticas substâncias de origem vegetal para toda a Europa. Ah! De novo a grandeza, conforme a Prece de Fernando Pessoa:

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(1) Subtil(íssima) alusão ao filme Dune.

A discussão(zinha) do TGV e a nova jogada ‘aeroportuária’ do (falso)engenheiro.

TGV derrailed/descarrilado“Well then”, says the Socrates of the Republic, “could we perhaps fabricate one of those very handy lies which indeed we mentioned just recently ? With the help of one single inspired white lie we may, if we are lucky, persuade even the rulers themselves – but at any rate the rest of the city”.

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Uma das coisas que qualquer mediano jogador de xadrez faz, quase sem pensar, é memorizar a posição das diversas peças numa determinada jogada do seu adversário que vem a revelar-se-lhe como muito incómoda – no sentido de lhe condicionar todos os seus movimentos a partir desse momento.
O que acontece neste momento com a discussão(zinha) do TGV* é um “já visto” (dejà vu) deste tipo.
O ministro das empreitadas públicas (mais dispensável que as toalhitas húmidas de limpeza dentro de uma casa-de-banho com água corrente e sabonete) vem à praça afirmar que a coisa se fará, infalivelmente. Este, por ser um bocadinho mais esperto que o Lino dos desertos, ou por não saber a gaulesa língua, conteve-se e já não disse que jamais (ler jamé) deixaria de se fazer.
O banqueiro (do regime) aperitivo Salgado logo veio dar o seu pomposo parecer, que não é conveniente fazer já a obra pública, que é preciso repensar e tal. Reparem que o interesse agora não é levar a grei a acreditar nas grandes vantagens de mudar o “aero-coiso” de sítio, tal como o Zel(er)oso CIPaio fez no caso OTArios, mas adiar sine die a construção do “ferro-coiso”.
Porquê? Porque o (quase)engenheiro já não lhe interessa nada fazer o TGV*. Mas… então porque não diz simplesmente isso e cala a boca a muitos críticos? Por causa dos interesses da sua imensa clientela política, of course! E estes, os das grandes obras públicas, são muito mais difíceis de sacudir (diria mesmo, muito mais perigosos) que os ambientalistas OTArios.
O (para)engenheiro está ansiosamente à procura da desculpa salvadora: não se pode fazer, pá, que é contra a vontade do povo, pá.
Bonecos Bloco CentralO que pensam vossemecês que foi fazer o Coelhito à toca do Zézito? Por favor, não me digam que acreditam que ele foi lá em defesa do interesse nacional. Eu pedi por favor… Ah! Foi lá por causa da crise, não é? Pois… Mas não da crise que estais a pensar. Foi lá por causa dos (à beira de) perdidos euro-milhões para a sua própria clientela política. Ah pois!
E o que pensam (os mesmos) vossemecês que vão os ex-ministros dos impostos cavaquear a casa do amigo Aníbal no final da semana? É que as tetas da porquinha chamada república estão a secar-se e os leitõzinhos mamões estão a ficar muito esfomeados.

Desafio, daqui deste minúsculo jardim quase a morrer de sede no meio de tanto deserto, o (meio)engenheiro a decidir seguir em frente com o tal TGV* . Mas já, sem mais delongas.

*Transporte para Grandes Vaidosos.

Limitação de responsabilidade: Qualquer analogia que alguém entenda fazer entre este texto ficcional e alguma realidade, presente, passada ou futura, será de sua inteira responsabilidade.

Anedotas que se contam por aí.

Laugh/Rir

.RAVE vende TGV português a Obama e Putin

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.Autarcas portugueses pedem demissão de Almunia 

O TGV, a Mota Engil e a farsa dos concursos de obras públicas em Portugal.

O primeiro-ministro, José Sócrates, vai anunciar no sábado, em Évora, o vencedor do primeiro concurso do projecto de alta velocidade ferroviária (TGV Poceirão-Caia), marcando o arranque do projecto em Portugal.
Na corrida à construção deste troço, que faz parte da linha Lisboa-Madrid, estão os agrupamentos liderados pela Brisa e Soares da Costa, por um lado, e a Mota-Engil, por outro. …

Este agrupamento
[Brisa e Soares da Costa] integra também a Iridium Concesiones de Infraestructuras, do grupo espanhol ACS, Lena, Bento Pedroso, Edifer, Zagope, a norte-americana Babcock & Brown Limited, o BCP e a Caixa Geral de Depósitos (CGD). …
O agrupamento liderado pela Mota-Engil integra também a Somague, a Teixeira Duarte, a MSF, a Opway, a Esconcessões, a francesa Vinci, o BPI, o BES, o banco Invest
[1] e a Alves Ribeiro – Consultoria de Gestão. …
(José Sócrates anuncia sábado vencedor do primeiro concurso do TGV, 11/12/09, OJE/Lusa)

Ao contrário do que afirma a notícia, estou absolutamente convicto que na actual conjuntura política está já escolhida a Mota-Engil. Cá estaremos para verificar o acerto desta previsão. Alguém quer apostar (alguma coisa que valha a pena)?

 

Ajuste directo

 

É que ele há muitas formas de ajuste directo.

[1]Banco Invest emite 50 milhões com garantia do Estado

Pós texto (12 Dez. 09, 15:00): Como se pode verificar aqui, o grupo de trabalho unitário do famoso blogue Um Jardim no Deserto enganou-se na previsão. Ou talvez não… Começa a ficar claro porque se silenciou a oposição do PSD a este projecto: não resta qualquer dúvida que comem todos do mesmo tacho.
De qualquer modo, ainda bem que ninguém aceitou a aposta :).