Itália: não é possível continuar a esconder o descalabro económico.

Com uma dívida monumental de 1,9 mil biliões de euros, correspondente a 120% do PIB, e uma contracção económica crescente, a Itália não pode mais esconder o enorme descalabro económico-financeiro em que caíu – tal como prevíamos aqui no Jardim há 2 meses.

O primeiro-ministro Monti, um tecnocrata mas também um político muito experiente, acaba de passar a outro a batata quente que é o Ministério da Finanças italiano.

É o fim do euro (e de tudo o mais que lhe está associado), pelo menos tal como o conhecemos hoje.

Nota: Entretanto, nos EUA – cuja Economia permaneceu estreitamente ligada à italiana desde o final da 2.ª Guerra Mundial, facto a que não será alheia a coisa deles – continua a festa da flexibilização quantitativa (baseada numa fantástica teoria económica de que Krugmann é um dos mais conhecidos divulgadores, a qual, contrariando a própria lei da oferta e da procura, defende que o simples aumento da massa monetária potencia globalmente a Economia apenas pela via do crescimento do consumo ou da procura da prestação de serviços). Estes norte-americanos são ainda mais loucos que os romanos O capitalismo internacional parece empenhado em tornar verdade aquilo que não pareceria possível: a profecia de Marx. Não custa mesmo nada este tipo ter uma boa parte de razão no que diz.

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