Todos os Impérios sempre tiveram uma ‘moeda única’.

Há 1800 anos atrás (211 a.C.) uma outra República criava uma outra moeda única que viria a ser, alguns anos mais tarde, “a principal moeda em circulação no Império” que essa República havia entretanto dominado.

Ontem, dia 9 de Novembro de 2011, a sr.ª Kasner – que usa indevidamente o apelido Merkel – deixou claro que se vê a si mesma como a líder de um Novo Império do Ocidente (Ein Neues Westreich, der vierte Deutsche Reich) – se alguma dúvida existisse ainda:

A chanceler alemã, Angela Merkel, considerou hoje que as fronteiras entre a política doméstica e europeia já perderam a definição na zona euro, (…)
“Doméstico é tudo o que está dentro da zona da moeda única. A Grécia já não pode decidir sozinha se quer ou não realizar um referendo”, (…)
(“Moeda única acabou com políticas domésticas”, por Lusa, 09/11/2011, DN Economia)

Isto, somente vinte e dois anos após poder passar-se, enfim, livremente por esta porta:

E este, ali em baixo, é o mapa do Império nas suas fronteiras actuais. Mas, ao contrário de todos os Impérios anteriores, a República imperialista que domina não combateu uma única batalha e não perdeu um único soldado na conquista: de modo incrível, todos os dominados se entregaram de livre vontade… à força do seu poderio económico.

Estamos no ano 50 2011 antes depois de Cristo. Toda a Gália Europa está ocupada pelos romanos germanos… Toda? Não! Uma aldeia confederação habitada por irredutíveis gauleses helvécios resiste ainda e sempre ao invasor. (adaptação do texto introdutório em todos os livros de BD da série Astérix o Gaulês)

E depois ainda dizem que os saloios são os suíços. Pois, pois…

Leitura complementar: Iniciativa Europeia de Cidadania: O instrumento para democratizar a União Europeia autoritária.

2 responses to “Todos os Impérios sempre tiveram uma ‘moeda única’.

  1. A Merckel, tal como Sarkozy ou o Coelho são apenas fantoches do Cartel do Dinheiro. Um alemão é tão escravo como um português. Manda mais um Ricardo Salgado, enquanto não lhe cortarem a garganta, do que mil Merckels…

  2. Huummm… Olhe que não.

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