Monthly Archives: September 2011

A impossível relação do neo-socialista com a verdade.

Ontem, 6 de Setembro de 2011, pelas 11 horas e 40 minutos (da manhã, sim) fiz o seguinte comentário num artigo de Daniel Oliveira publicado no blogue Arrastão:

Não querendo entrar em “minudências semânticas” gostaria apenas de perguntar em que formulação sintática se baseia ao escrever “os neoliberal ou os ultraliberal” em vez de, como seria normal (condicente com a norma), “os neoliberais ou os ultraliberais”, ou “o neoliberal ou o ultraliberal”, – fazendo concordar o número do artigo definido com o do substantivo?
A minha experiência de comentários críticos nos artigos do Daniel diz-me que este comentário, das duas uma, ou não será publicado, ou será publicado lá para o fim da lista de comentários, quando este artigo já estiver bem ao fundo da página inicial do blogue. Acertei?

Acertei, claro. Hoje, 7 de Setembro de 2011, a esta hora (aprox. 23:30), o Daniel ainda não havia tido oportunidade para publicar o meu comentário. Mas, ontem logo depois de almoço fui espreitar e o texto do artigo já estava corrigido!

Este tipo de situação já havia ocorrido antes, por mais de uma vez, mas só desta o torno público. Porquê, perguntam as mentezinhas perversas, sedentas de uma boa escandaleira (de preferência com uns insultos à mistura)? Porque – e desiludam-se as tais mentezinhas malévolas -, o Daniel escreve neste artigo algumas verdades inegáveis (ou cruas constatações) que merecem uma séria reflexão – e que, por isso, eu já tinha decidido mencionar aqui -, como estas por exemplo:


Assim, em vez do velho debate entre Estado Providência e Estado mínimo, aquilo a que assistimos é a uma síntese: o Estado cobrador. Cobra impostos altos aos cidadãos e não lhes devolve coisa nenhuma.

E, assim, temos o Estado mínimo no centro de saúde, na escola ou no centro de emprego, e o Estado máximo na repartição de finanças e, quando a indignação for já incontrolável, na esquadra de polícia. …

Portanto, o Daniel é capaz de encontrar a verdade no agir dos outros e de a transmitir quando isso lhe é conveniente, mas não foi capaz de publicar a verdade sobre o seu agir porque, ao contrário, isso lhe era inconveniente. Podia ter feito de outra forma? Podia, mas não seria a mesma coisa, pois não?

Leitura complementar: Neo-Socialismo

Agora, já deve faltar pouco, muito pouco…

Barroso afasta possibilidade de recessão na Europa nos próximos meses
05/09/11, OJE/Lusa

Os próprios decompositores já sentem a morte:

PS acusa PSD de «espiral negativa para Portugal»
Por: tvi24 | 4- 9- 2011

More Love, more power (Mais amor, mais poder).

Love heals, not faith (O amor cura, não a fé).

So we have come to know and to believe the love that God has for us. God is love, and whoever abides in love abides in God, and God abides in him. (Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele.)
1John 4:16 (1João 4:16)

Letra da canção em português.

Quinto Império*

Role reversal
Sep 3rd 2011 (The Economist)

*na Infopédia

Assim, os portugueses vão mesmo ver-se gregos.

O ministro dos impostos, assim uma espécie de técnico oficial de contas do Estado que substituiu a figura do ministro das Finanças nas últimas 3 legislaturas, continua decididamente na senda do seu antecessor.

Para poupar tempo, está tudo explicado e sumarizado neste artigo de Filipe Paiva Cardoso, actual editor de Economia do jornal i, do qual transcrevo algumas partes para o caso do linque vir a desaparecer (como já aconteceu com outros):

… Ficou claro que o esforço de consolidação das contas públicas está sobretudo assente nas receitas fiscais e, mesmo nas despesas do Estado, quase só é atacado o que vai para os bolsos dos contribuintes: menos apoios sociais, cortes nas comparticipações de medicamentos e nos salários, etc. …
Os contribuintes nunca terão pago tanto ao Estado num só mês: foram 2,8 mil milhões de euros em impostos, mais 15% que em Janeiro de 2010. …
Impostos – O Estado recebeu em Janeiro mais 367 milhões de euros em impostos face a Janeiro do ano passado – quase tanto quanto a redução do défice da Administração Central. O aumento incidiu sobretudo nos impostos directos, graças aos 954 milhões conseguidos em IRS (mais 8,7%) e aos 206 milhões em IRC (mais 153%). …
ADSE, salários e subsídios – Os contribuintes não estão a ajudar só nos impostos. Isto porque o ataque à despesa do Estado, afinal, não reside em baixar o custo do Estado em si, mas sim em reduzir o Estado Social: a comparticipação de medicamentos pelo Serviço Nacional de Saúde recuou 21% só em Janeiro (menos 30 milhões de euros); os apoios ao desemprego recuaram 6,6%, (menos 11 milhões de euros no mês com mais desempregados de sempre em Portugal), a Acção Social caiu 0,4%, o subsídio familiar a crianças e jovens baixou 16,7% (menos 13 milhões de euros) e do rendimento social de inserção desapareceram mais 11 milhões.
Além de tudo isto, há ainda os cortes salariais. Apesar das despesas com pessoal terem subido – por causa da taxa de contribuição a CGA -, os gastos do governo só com ordenados recuaram 2,6%, para 582 milhões.

Entretanto, a despesa do Estado continuou a aumentar:

… E quanto aos gastos do Estado? “A despesa efectiva do Estado cresceu 0,9%”, segundo a execução orçamental de Janeiro de 2011, divulgada no dia 21 de Fevereiro.
… no primeiro mês de 2011, o subsector Estado gastou mais 56,5% em aquisição de bens e serviços correntes. Considerando também os Serviços e Fundos Autónomos, onde o crescimento foi de 10,5%, de 452 milhões para 499 milhões, e concluímos que a Administração Central gastou 552 milhões de euros em bens e serviços só em Janeiro, mais 13,6% – mais 66 milhões – do que em Janeiro de 2010.

Mas o TOC nacional, Vitor Gaspar não diz onde vai ser o corte na despesa.

Contudo, esta despesa não justifica só por si os imparáveis aumentos tributários sobre os portugueses. O que obriga o Estado a cobrar cada vez mais impostos são coisas como estas:

Estado assegura 68% da dívida da RTP a banco alemão
Publicado em 31 de Agosto de 2011 (jornal i)

600 milhões de receitas extraordinárias para cobrir buracos com BPN e Madeira
12 de Agosto, 2011 (jornal Sol)

Orçamento do Estado alimenta 14 mil entidades públicas
Publicado em 18 de Outubro de 2010 (jornal i)

O sr. doutor Gaspar, v.ex.a, vai desculpar-me a franqueza, mas Portugal precisa de mais que um bom contabilista. Portugal precisa de um verdadeiro ministro das Finanças, de um bom gestor económico, de alguém que saiba, por exemplo, que: Em termos económicos, portanto, a introdução de um imposto implica a criação de uma ineficiência, de uma perda líquida de bem-estar. Compradores e vendedores perdem mais do que o montante que o Estado arrecada.  – antes de se por a lançar mais impostos.

Leitura complementar: Buraco orçamental foi todo tapado com mais receita. …

Dextra sinistra.

Sem tempo para esmiuçar em texto este novo plano de aumentos de impostos do novel ministro dos impostos português – o que só espero poder fazer logo ao final do dia -, deixo aqui mais uma pequenina imagem de síntese que expressa bem (pelo que tenho ouvido) o sentimento geral dos portugueses quanto ao assunto:

Nota: Imagem recebida por e-mail datado de 4-02-2011 sem qualquer referência de autoria.