À destruição segue-se a desolação.

O meu amigo David vem aqui, em comentário ao meu postal anterior, dizer que acha dever dar-me os parabéns. Parabéns…
Caro David,
Saiba que o mundo material, visível aos olhos do corpo (mas só quando há luz), está suportado pelo mundo espiritual. Esta afirmação não é fruto de crença ou ignorância mas, pelo contrário, baseia-se no corpo de conhecimentos sobre a estrutura e composição da matéria tal como é entendida actualmente pela Física. A Fé não é uma escolha de ignorantes – ao contrário do crêem os verdadeiros ignorantes. A Fé “é o firme fundamento das coisas que se esperam e uma demonstração das que não se vêem” (Hebreus 11, 1). Uma definição que poderia aplicar-se aos processos de teorização/investigação em Ciência…
Creio que todas as pessoas têm capacidade para “ver” o mundo espiritual que refiro mas a ideologia racionalista dominante há mais de um século força-as (força-nos) a acreditar que tal não é possível ou, pior, que é fruto de algum desequilíbrio psíquico. Por isso o Homem actual recusa-se a ver esse mundo espiritual que o rodeia, isto é, a permitir que o seu cérebro processe as imagens desse mundo. Porém, quando alguém de profunda racionalidade começa a estudar, de boa-fé e sem preconceitos ou reserva mental, os ensinamentos de Jesus Cristo, começa também, a pouco e pouco, a ter que alargar os seus limites da compreensão do mundo. E, ao fim de algum tempo, começa a “ver” esse mundo espiritual – que afinal esteve sempre presente. Cuidado, porém: não são “visões” espiritistas ou fantasmagóricas como aquelas que querem vender os vigaristas que fazem negócio com a crendice de tantos. A verdadeira “visão” do mundo espiritual não pode ser directamente descrita. É por essa razão que Jesus Cristo é obrigado a usar parábolas para descrever, indirectamente, aquilo que designa como Reino de Deus.
As imagens que ponho aí em baixo são, portanto, meras alegorias visuais do estado do Portugal espiritual durante e a seguir à dominação dos governos de Sócrates. Elas servem apenas para que possa ser melhor entendida a “destruição” e a “desolação” (ou “devastação”) espiritual do país.
Como pode ver/perceber, caro David, dificilmente poderemos estar de parabéns.
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Destruição
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Desolação
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As imagens acima, intituladas Destruição e Desolação, são reproduções das últimas duas pinturas a óleo de uma série de cinco – denominada O percurso do Império – da autoria do pintor norte-americano do sé. XIX Thomas Cole.

One response to “À destruição segue-se a desolação.

  1. Obrigado, palavras pensadas e amigas são sempre para reflectir.
    Grande abraço

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