Brevíssima lição de Economia política para totós.

Duas notícias em destaque hoje, na imprensa dita económica:

A dívida portuguesa inicia mais uma sessão sob forte pressão dos mercados. As taxas estão a subir em todos os prazos e já ultrapassaram os 10,35% na maturidade a cinco anos.

(Juros da dívida voltam a abrir em recorde, 14 Abril 2011, Edgar Caetano, Negócios)

O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, disse em entrevista ao jornal Die Welt que Portugal poderá receber assistência financeira por parte dos parceiros europeus. Mas essa ajuda irá implicar “condições rígidas”.

Schaeuble: Ajuda a Portugal só mediante “condições rígidas”, 14 Abril 2011, Edgar Caetano, Negócios)

Qual a mensagem subjacente a ambas as notícas? É simples:

– Após as análises prévias, o pessoal do FEEF/FMI percebeu que a situação das vossas contas públicas está pior do que o pior dos cenários antecipados e que vocês precisam, não dos 75/80 mil milhões que se pensava, mas de uns 120/130 mil milhões só para vos manter à tona e a respirar – uma dívida que vocês não vão conseguir pagar com o vosso rendimento actual. São precisas mais garantias, que é como quem diz: o que têm vocês mais para vender/privatizar ao desbarato?

Talvez pensem que isto é exagero? Pois, pensem outra vez.

Um paradoxal castiMasoquismo - cartoongo para a esquerda marxista que durante tanto tempo tudo fez para manter a pseudo-esquerda rosada com medo do papão do neo-liberalismo da pseudo-direita alaranjada, a qual nunca teria deixado chegar tão longe em matéria de privatizações.

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