Saruman* o traidor, Sauron* o discípulo de Morgoth* e uma coisa chamada ‘cooperação estratégica’.

cavacosócrates
Não nos esquecemos que foi numa coligação objectiva de interesses que Cavaco surgiu como que conluiado com o PS para derrubar o Governo de Santana Lopes, com a sua Teoria da Lei de Gresham aplicada à Política… O que temos visto desde então foi exactamente a aplicação prática desta Lei, com o domínio do pior que possa existir na política, tanto em termos de competência como em termos de postura ética e moral, ocupando todos os órgãos de soberania, incluindo os de natureza judicial… (da Procuradoria-Geral ao Supremo Tribunal… com certas faces cada menos ocultas…. ocultando outras faces…)…

Durante estes quase cinco anos – que parecem uma eternidade de infernal horror – tudo permitiu Cavaco a Sócrates: incompetência, arrogância, prepotência, mentira…, tudo o  que foi atentado às liberdades, à Democracia e à Decência… Tudo permitiu em abjecta cumplicidade, promulgando tudo o que vinha do Governo, apenas vetando estratégica ou demagogicamente um ou outro diploma da Assembleia da República, o que num ambiente de autêntico conúbio não pareceu ser mais do que uns simples arrufos de “namorados”…

(texto completo publicado aqui)

*Saruman, Sauron e Morgoth, personagens do romance de J. R. R. Tolkien O Senhor dos Anéis, na Wikipedia.

2 responses to “Saruman* o traidor, Sauron* o discípulo de Morgoth* e uma coisa chamada ‘cooperação estratégica’.

  1. Afinal, parece que não sou só eu, a ver
    o namoro; há já algum tempo tinha escrito isto:
    Mistérios, ou não, de uma Campanha eleitoral
    Em Julho de 2004 Santana Lopes toma posse como Primeiro-ministro.
    Em Setembro de 2004 o alegado engenheiro Sócrates é eleito presidente do PS.
    Em Outubro de 2004 na sequência das chamadas “trapalhadas” do governo presidido por Santana Lopes, Cavaco publica no Expresso o famoso artigo “A Má Moeda Expulsa a Boa Moeda” e com ele “autoriza”, incentiva, Sampaio a dissolver a Assembleia da República, o que vem a acontecer em 22 de Dezembro.
    Como consequência, em Março de 2005, o ainda não admirável líder, torna-se Primeiro-ministro de Portugal.
    Em finais de 2005 Cavaco Silva candidata-se a Presidente da República.
    Contra ele, o PS candidata Mário Soares e, aparentemente à revelia do partido, Manuel Alegre candidata-se também.
    Dada a divisão dos votos à esquerda, Cavaco ganha facilmente; em Janeiro de 2006 é eleito PR.
    Durante todo o seu mandato Cavaco, o tal que por causa de “trapalhadas” sancionou a demissão de Santana Lopes, assobia para o lado perante suspeitas de corrupção, compadrios, negociatas, perseguições a jornalistas, afundamento da educação e saúde, desbaratar de dinheiros públicos, etc., etc.
    Só reage quando afrontado com o Estatuto doa Açores mas acaba por meter o rabo entre as pernas e não levar o braço-de-ferro até às últimas consequências; terá tido medo de quê?
    Na véspera do início da última campanha eleitoral o Público denuncia alegadas escutas à Presidência da República. Na altura Cavaco diz não ter comentários a fazer porque não quer interferir.
    Manuela Ferreira Leite aproveita a deixa e reforça o slogan da “asfixia democrática”.
    Alguns dias depois o Diário de Notícias dá à estampa o famoso e-mail interno do Público e, baseado no mesmo, sugere que as escutas eram afinal uma encomenda da PR para lançar suspeições sobre o amado líder (curiosamente ninguém se preocupou em querer saber quais terão sido as artes mágicas que propiciaram o seu aparecimento simultâneo em pelo menos três redacções de jornais).
    Cavaco diz que não fará qualquer comentário para não interferir na campanha mas anuncia investigações rigorosas para depois do dia 27.
    Quatro dias depois demite Fernando Lima, o alegado autor da encomenda do” Caso das Escutas”, seu colaborador fiel há mais de 25 anos e actual assessor de imprensa.
    Com este seu acto Cavaco confirma a versão do DN e lava as mãos.
    É de admitir que um colaborador de mais de 20 anos tivesse agido sem o conhecimento dele? E a tê-lo feito porque não foi demitido logo que a notícia apareceu no Público?
    Mas admitindo que hesitou, então qual a razão porque não adiou a demissão de FL para depois do dia 27 evitando o quase esvaziamento da campanha de MFL?
    Como explicar o comportamento de Cavaco?
    Quando das revelações das ingerências e tentativas de ingerência nos média vindas a lume com a publicação das escutas do processo Face Oculta, onde esteve Cavaco Silva?
    É que este caso foi mais um em cima de muitos outros (As casinhas da Guarda, Falsificação das fichas da AR, Licenciatura na Independente, Compras de andares, Escrituras desaparecidas, Reforma da mãe, Cova da Beira, Freeport, Sobreiros de Setúbal, Assalto ao BCP, TVI, Mário Crespo, Público, Saída de Marcelo da RTP) que têm, directa ou indirectamente, sempre um nome associado; qualquer pedra, mais ou menos suja que se levante, esse nome aparece quase sempre.
    Agora já não é só um Primeiro-ministro que está em causa; PGR e STJ também estão; comunicados e contra comunicados, declarações avulsas, o atirar da bola entre PGR e STJ, boas e más violações do segredo justiça, mãos pelos pés e pés pelas mãos, insinuações de encobrimento… e se a palavra mentiroso já era usual quando o PM era referido, agora, a ela também não ficam imunes os nomes do Procurador Geral da República ou o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça.
    E neste caos, onde está Cavaco Silva?
    É esta a boa moeda dele?
    A que é devido o seu silêncio e inacção?
    Provavelmente uma reeleição garantida com o compromisso de durante o próximo consulado do Amado Admirável Líder se dedicar à extenuante tarefa de, alcandorado em qualquer marquise de Belém, se dedicar à contagem dos navios que passam no Tejo enquanto, deliciado, saboreia bolo-rei.

  2. Gostava de saber onde e quando é que o Sr. Muacho escreveu isto.

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