Acordo Ortográfico proporciona mais um negócio ‘cor-de-rosa’.

Lince e gato amigos.… vou hoje falar do tal negócio que sempre veio à luz do dia e relativo ao polémico Acordo Ortográfico. …
A quem interessa então a ditatorial legislação e universalização do AO? Aqui cheira a negócio extra-linguístico, diremos logo. …
“… O Parlamento vai aplicar o novo Acordo Ortográfico a 1 de Janeiro de 2012, adoptando o Vocabulário Ortográfico do Português (VOP) do ILTEC- Instituto de Linguística Teórica e Computacional e, como suporte informático, irá utilizar o conversor Lince, na sequência da aprovação por unanimidade, ontem, de uma proposta de Jaime Gama. O Governo também já os tinha escolhido na passada semana. A qualidade do conversor Lince e do vocabulário foi criticada pela empresa concorrente Priberam, que aponta erros ortográficos tanto na conversão da actual para a nova grafia como no VOP do ILTEC. O administrador Carlos Amaral questiona mesmo quem e como avaliou o Lince e a razão para o Governo decidir adoptar oficialmente um programa informático em detrimento de outros, também gratuitos, já existentes no mercado. (…)”
… sempre havia um daqueles acordos de café e de atrás da orelha em que os actuais sinistros governantes se tornaram especialistas.
“… O Lince não é resultado de subcontratação mas de parceria. O ILTEC foi responsável pela definição das características, dados linguísticos, especificações das regras e lógica da conversão do Lince. A KnowledgeWorks assegurou a tradução no desenvolvimento do sistema do interface…”
. (transcrição parcial do texto publicado aqui)

Notas:
1. A empresa amiga(!) que beneficia da tal parceria é a KnowledgeWorks.
2. O Lince não é um dicionário nem um programa de aprendizagem da Língua Portuguesa. É designado como um “conversor”, o que significa na prática que é um tradutor de Português correcto para “português correto”. Triste país o que precisa de traduzir os documentos oficiais da sua Língua para uma novilíngua imposta.
3. Tudo isto acontece porque os portugueses permitem – gostam de ser mandados. Se não fosse assim, esta Iniciativa Legislativa de Cidadãos Contra o Acordo Ortográfico já teria as 35 mil assinaturas necessárias para dar entrada no Parlamento – para contrariar mais esta negociata. E, ainda pode vir a entrar, se você que me lê quiser obrigar-se ao pequeno esforço de colaborar com a sua assinatura no impresso que descarregar daqui (ficheiro pdf  com somente 83 Kb), enviando-o depois pelo correio para a morada que lá consta.

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