Uma nova cultura de ensinar e aprender.(2)

Esta foi a resposta de Paulo Guinote ao 1.º postal desta série sobre a temática dos métodos educativos (que ele próprio solicitava antes):
Lamento não ter percebido bem a profundeza do seu post…
Quanto ao “tom”, enfim, já estou habituado.
e já agora, não pedi nada… muito menos um professor coreano a dizer como se fazem coisas num país que não decreta licenciaturas ao domingo.
Que na Coreia há ética no trabalho educativo e não é preciso uma resma de despachos e portarias, eu sei.

(Paulo Guinote Diz: Dezembro 6, 2010 at 9:06 pm)
Não parece muito satisfeito, pois não? O registo leva a crer, também, que leu em diagonal e logo concluíu… sobre o que lá não diz.
Confesso que fiquei um bocadinho decepcionado, não tanto com a animosidade subjacente ao texto do Paulo, mas com a absoluta ausência de discussão em torno do tema – tema esse que o próprio afirmava pretender discutir. Enfim, também é uma metodologia… embora me pareça um bocadinho má-educação ignorar o assunto da conversa de quem se nos dirige. Não?
Talvez insistindo, quiçá…?
Cá vai a 2ª parte.
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9. A actual cultura escolar promove a passividade de alunos e professores: espera-se que os professores digam tudo do alto da sua autoridade e que os alunos fiquem para ali sentados a ouvir, aceitando sem questionar.
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10. Todos os professores sabem que, quanto menos os alunos perceberem o que eles dizem, menos questões lhes colocam – menos tempo e esforço dispendidos. Os alunos, por sua vez, sabem que quanto menos questionarem, menos esforço fazem e menos hipóteses haverá de criarem problemas com os professores.

11. A cultura escolar de hoje (e não só a escolar!) premeia quem percorre o caminho fácil, memorizando sem questionar e sem experimentar. Muitas, muitas, disciplinas sem qualquer valor científico a ocupar muito, muito, tempo, para que as crianças e os jovens fiquem muitas, muitas, horas dentro da escola e deixem os paizinhos em paz e sossego durante muito, muito, tempo.

12. A verdadeira motivação para aprender é… saber, não é ter boas notas em testes. Ninguém sabe verdadeiramente seja o que for antes de experimentar – das gramáticas às matemáticas.

13. Experimentar significa falhar, e falhar, e falhar, até acertar. Acertar é dominar um saber, não papagueá-lo de memória.

14. Aprender e ensinar são actividades que exigem muito esforço, vontade e persistência. Ninguém aprende realmente coisa alguma de forma passiva.

2 responses to “Uma nova cultura de ensinar e aprender.(2)

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