Usa-me, sonda-me / Search me, use me.

Quanto mais me embrenho em (profundos) textos e análises de alguns teólogos e doutores em estudos bíblicos, mais creio e me maravilho na poderosa simplicidade dos Evangelhos.
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Como lhes é possível, simultaneamente, acreditar na Ressurreição de Jesus e questionar que Ele parou, de facto, a tempestade com uma ordem? O que é mais difícil aceitar na estreiteza da nossa lógica racional: que alguém pode voltar a viver depois de morrer ou que lhe é possível caminhar sobre a superfície das águas?
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Ao lê-los, lembro-me sempre daquela vez que estava com um grande fotógrafo e amigo na inauguração de uma das suas exposições. A certa altura, apareceu um grupo de pessoas lideradas por um, auto-afirmado, grande conhecedor da obra do artista que começa a explicar pormenorizadamente o significado de uma das imagens aos seus embasbacados acompanhantes e ouvintes. O meu amigo e autor do trabalho interrompeu a conversa e olhou, com espanto, para o “entendido”. Subitamente, o homem virou-se para ele e interpelou-o: – Não acha que é esta a intenção do autor? O meu amigo respondeu: – Bem… não sei, teria que pensar nisso… mas acho que não.  O homem, visivelmente agastado com a resposta, questionou: – O senhor conhece ao menos o artista?
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