A criminosa negligência dos falsos humanitários governantes mundiais no Haiti.

No início deste ano de 2010, mais precisamente no dia 12 de Janeiro, ocorreu um violento terramoto no Haiti que causou aproximadamente 250 mil mortos e 1,3 milhões de desalojados.

Aproveitando o grande espectáculo da comunicação social que então foi montado, dezenas de presidentes, primeiros-ministros e quejandos vieram prometer mundos e fundos de ajuda. Os oportunistas do costume, brilharam sob as câmaras das televisões e em entrevistas de primeira página nos grandes jornais.

Nove meses volvidos, em meados de Outubro passado, é declarada uma epidemia de cólera. Em meados de Novembro, um relatório oficial do Ministério da Saúde haitiano reporta que mais de 72 mil pessoas contaminadas tinham já sido atendidas em hospitais pelo país. O número de mortos em consequência da doença era ontem (27 de Novembro), também segundo dados oficiais, 1648 e a OMS prevê que o número de pessoas infectadas possa atingir as 400 mil em pouco tempo devido à rápida propagação da doença, das quais poderão resultar cerca de 9 mil mortos se a taxa de mortalidade se mantiver a mesma.

Pacientes com cólera recebem tratamento em hospital no vilarejo de Limbe, no Haiti (24/11/2010)

Pergunta: Porque está isto a acontecer?

O que se sabe sobre a situação actual desta gente cujo sofrimento nunca mais pára*?

1.
Dez meses depois do terremoto que matou milhares de pessoas no Haiti (…) grande parte da população continua morando nos cerca de 900 acampamentos espalhados pela região de Porto Príncipe. No que já foi uma praça pública na localidade de Delmas, região metropolitana da capital, cerca de 50 mil pessoas vivem em tendas ou em barracos de latão, lona, pano e até plástico.
No Acampamento Jean Marie Vincent, o esgoto corre por valões a céu aberto, os banheiros são coletivos e os banhos são tomados em pequenos compartimentos, com piso de madeira e paredes de lona, sem qualquer ligação com redes coletoras de esgoto. Além disso, o lixo fica espalhado pelo chão e a água potável, distribuída por organizações não governamentais e organismos internacionais, nem sempre é suficiente para todo mundo. …

2.
A Organização das Nações Unidas (ONU) recebeu apenas US$ 19,4 milhões dos US$ 164 milhões pedidos para o Haiti, que vem sendo devastado por uma epidemia de cólera.
Ao lamentar a lentidão da reação dos países doadores, a porta-voz da Agência de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU, Elisabeth Byrs, disse que a quantia está longe de ser significativa para a compra de remédios e alimentos para a população haitiana…

Resposta: Porque os governantes dos países que, pressurosos, prometeram mundos e fundos de ajuda não cumpriram as promessas – são mentirosos, e com as suas mentiras tornam-se criminosos que acrescentam milhares de mortos aos provocados pelas catástrofes naturais.

*A passagem pelo Haiti do furacão Tomas nos dias 4 e 5 de Novembro viria a causar mais 21 mortos, 36 feridos, 6000 desalojados e a destruição de mais 800 casas, bem como de muitas plantações agrícolas.

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