A morte por encomenda.

EutanásiaEm 2009, a Holanda despachou 2.636 doentes por eutanásia. Um número surpreendente para quem pensasse que a eutanásia se destinava apenas a casos extraordinários.
O extraordinário, porém, tem uma capacidade “extraordinária” de se tornar “ordinário”. Especialmente quando a eutanásia passa a ser considerada como uma “forma extrema de cuidados paliativos”…
.

o valor da eutanásia
Publicada por Joaquim em 19 Junho 2010
no Portugal Contemporâneo.

Quem é que, em seu juízo, pode defender uma barbaridade destas?
Os mesmos que defendem isto acham muito bem que a vida de Saramago tenha sido prolongada até ao limite medicamente possível, não é verdade?

4 responses to “A morte por encomenda.

  1. A eutanásia na Holanda só é permitida com a autorização de três médicos e em de fase de doença terminal sem possibilidade de cura.
    É estupidez estar a prolongar um sofrimento inútil.

  2. Meu caro Diogo,
    ainda há pouco tempo morreu um amigo meu holandês que estava a viver em Portugal. Tinha uma doença degenerativa óssea e a esposa, agora viúva, disse-me, depois da morte dele, que os filhos tinham falado com ela no sentido de eles voltarem para a Holanda para lhe “abreviarem o sofrimento”. Depois dessa conversa, e apesar do sofrimento (já lhe tinha sido amputada uma perna por tê-la fracturado e não haver qualquer hipótese de recuperar) ainda foi a malta – e esteve lá bastante tempo – concretizar um negócio que um antigo colega e amigo não conseguia levar por diante.
    Se estivesse na Holanda, disse-me a viúva, facilmente se teria prestado a ser eutanaziado, “para aliviar a família do peso que sabia constituir”.
    Terei sido claro nesta minha explicação, Diogo? Percebeu como é fácil um doente aceitar a morte antecipada por se sentir um fardo?
    A escolha da morte (a própria ou a alheia) não pode ser um direito, porque nós não sabemos, nunca saberemos, o que está para além do presente.
    Ao contrário do que afirma, o sofrimento nunca é inútil. Pense bem. O pressuposto actual da universalidade dos direitos humanos deve-se, em grande parte, à natural revolta com que a humanidade reagiu às atrocidades cometidas na 2ª guerra mundial.
    Estupidez, meu caro Diogo, é por nas mão dos homens o direito de decidir sobre quem pode viver ou quem deve morrer.

  3. No comentário anterior, onde está escrito “malta” deveria estar escrito Malta, com maiúscula, pois refiro-me à ilha de Malta.

  4. Eu defendo que uma pessoa que esteja em grande sofrimento e que não tenha nenhuma hipótese de cura, deve ter o direito à morte assistida.
    O sofrimento inútil não faz sentido.

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