Pequenas indignações.(2)

Feudalismo - servosPara renovar o documento de identificação pessoal denominado Bilhete de Identidade, que caducou(?) – o que de si já é um contra-senso, como se a identidade tivesse prazo de validade – fui forçado a tratar de uma coisa a que os róseos governantes dos tecnológicos choques chamaram Cartão de Cidadão.

E, ainda por cima tive que pagar… Doze euros depois e uma manhã de trabalho perdida, fiquei a cogitar que conceito farão estes promotores de distópicos futuros da palavra cidadão?

Dentro de quinze a vinte anos, os “cidadãos” dos avançados socialismos europeus terão que aceitar andar chipados como os cães – tudo devidamente legislado e justificado com a sua própria segurança. Alguém (com pelo menos vinte anos de esperança de vida) quer apostar?

Pós-texto (em 12-04-2010)
Respondendo de uma só vez a todos os amigos (ou nem tanto) que me contactaram por e-mail admirados com a minha animosidade relativamente ao Cartão de Cidadão – que alguns chegam a considerar um grande avanço civilizacional -, transcrevo aqui o curto texto do n.5 do Artigo 35.º – (Utilização da informática) da Constituição da República Portuguesa:

É proibida a atribuição de um número nacional único aos cidadãos.

Então os meus amigos (ou nem tanto) acham que isto está lá expresso por mero acaso?

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