Palavras duras mas, infelizmente, verdadeiras sobre a lusa gente de agora.

(…)
O lado trágico está aqui: as eleições não se ganham com verdades; ganham-se com mentiras porque os portugueses preferem-nas. E se existiu erro no consulado de Ferreira Leite foi o de sobrevalorizar a maturidade dos portugueses; a crença ingénua de que era possível falar para adultos. Não é. Para regressar ao poder, não basta ao PSD eleger um líder e esperar que o eng. Sócrates caia da cadeira. É preciso nivelar o discurso com a idade mental do eleitorado.

(Creche e aparece, por João Pereira Coutinho, 14 Março 2010, no CM)
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Mentira que mata
“Por causa da mentira, pessoas foram levadas às fogueiras, inocentes foram condenados à morte, países foram tiranizados, crianças foram sacrificadas, pais de família perderam seus empregos, corações foram dilacerados, casamentos foram desfeitos, pessoas enlouqueceram de dor, pobres ficaram mais pobres, ricos ficaram mais ricos… e a lista pode ir aumentando “ad nauseam”.”
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“De forma que a mentira, como ordem social, pode praticar impunemente, todos os assassinatos; como utilitarismo, todos os roubos; como senso prático, todas as tolices e loucuras.”
Teixeira de Pascoaes, in “A Saudade e o Saudosismo”
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Um sinónimo de mentira é falsidade. Falsidade é a qualidade daquilo que é falso. Aquilo que é falso não tem valor, não vale nada, como toda a gente sabe… Sabe?
Se os portugueses soubessem isto não escolhiam quem mente para conduzir o país. A apreciação do João Pereira Coutinho é, pois, justa e verdadeira. Infelizmente.
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2 responses to “Palavras duras mas, infelizmente, verdadeiras sobre a lusa gente de agora.

  1. E os Portugueses (na sua maioria) preferem mentiras porquê? Porque vivem alegremente num «faz-de-conta»? Ou porque também são mentirosos?

  2. Neste últimos anos, a pouco e pouco, instalou-se a ideia que para ter “sucesso” vale tudo. A vantagem competitiva em estado de “vale tudo” é, à partida, dos vigaristas. Os vigaristas são, contudo, como os predadores: não produzem nada e só sobrevivem à custa da vida de outros. Por isso, precisam de presas, que são nada mais nada menos que os “parvos” (no ponto de vista dos “espertos” vigaristas) que não são capazes de ser vigaristas. Essas pessoas são então esmifradas até ao tutano e acabam por se extinguir – após um prolongado período de grande sofrimento.
    Pouco tempo depois, a espécie dos vigaristas é completamente dominante e eles não têm outro remédio senão depredar-se entre si – é exactamente o que está agora a começar a acontecer. Começam a denunciar-se uns aos outros, a competir pelos já escassos recursos, e intensifica-se o ataque às presas restantes.
    Finalmente, comer-se-ão uns aos outros e é o fim.
    Ou então… as presas revoltam-se, em grande número, e a coisa muda mais rapidamente à custa do sacrifício de alguns. Já aconteceu quando mal-encardo silva era 1º ministro (e candidato a tirano) e acontecerá de novo se muita gente estiver muito desesperada.

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