A grande revolução do início deste século é a de que ‘o pequeno é bonito’*.

Enquanto que por cá, neste nosso minúsculo país, os enormes egos dos homúnculos “socretino-sucialistas” se entretêm com as grandes obras de iniciativa “governamento-estatal” (rede de alta velocidade, mais auto-estradas, o gigantesco aeroporto, os parques eólicos e solares, a rede “para a mobilidade eléctrica”, etc., etc.), em grandes países, os pequenos egos de muitos homens muito competentes e empreendedores vão construindo o futuro. E, o futuro não está nas coisas grandes mas, pelo contrário, nas coisas pequenas, simples e portáveis. Senão vejamos.

A peça de hardware que evoluiu mais depressa e mais modificou os nossos hábitos de utilização da informática nos últimos 2-3 anos, foi seguramente a pen-drive. Pequena, cada vez mais barata e com mais capacidade para armazenar/transportar tudo o que existe actualmente em formato digital (documentos, música, vídeos, software), é hoje usada por quase toda a gente, independentemente dos seus maiores ou menores conhecimentos de informática.

Por esta razão, entre outras**, os novos caminhos da produção/utilização de software estão a mudar o rumo que lhes era previsto recentemente: não o da utilização generalizada de aplicações através da internet, mas antes o uso de pequenas (mas poderosas) aplicações denominadas portable, que são instaladas/guardadas nas pen-drives, podendo por isso ser levadas e usadas em qualquer computador/lugar, mesmo que não se disponha de acesso à internet.
Basta fazer uma pequena pesquisa por “portable software” num motor de busca e os resultados são surpreendentes. Há de tudo para colocar e usar a partir da pen-drive, desde anti-vírus até suporte para bases de dados (SQL servers), passando por aplicações de edição de texto, imagens ou vídeo, por exemplo.
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Mas a mudança recente mais revolucionária no sentido da redução de escala (sob qualquer ponto de vista), da portabilidade e da simplicidade de um sistema, é a micro-geração eléctrica autónoma, local ou individual (doméstica), através de pilhas de combustível extremamente pequenas, baratas e adaptáveis a diversos combustíveis. Os seus criadores deram-lhe o nome de Bloom Box. Veja este excelente post do Mashable***.

Os governantes e decisores socialistas deste país continuam a pensar que o progresso se obtém por decreto.
Qualquer pessoa pode usar uma situação de poder para se apoderar das ideias alheias e pô-las em prática como se fossem suas, em vez de apoiar os respectivos autores. Mas as ideias, tal como todas as outras coisas pertencentes ao mundo finito dos homens, nascem (na mente de alguém), crescem (mais ou menos, conforme são mais ou menos alimentadas e cuidadas) e morrem (porque são substituídas por outras ideias mais evoluídas ou mais adaptadas às circunstâncias). É ai que são apanhados os que copiam e mentem, porque eles não são capazes de gerar novas ideias ou de fazer evoluir correctamente as anteriores. As universidades portuguesas estão cheias de gente assim; oportunistas, carreiristas, espertalhões sem ideias e sem valores. Infelizmente.

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*Alusão ao título do livro de E. F. Schumacher, Small is beautiful.
**Por outro lado, muitos outros dispositivos portáteis de pequena dimensão/capacidade (telemóveis e os denominados pads) necessitam cada vez mais de pequenos software que suportem os serviços decorrentes da utilização alargada da internet móvel.
*** Segundo os seus autores, “the world’s largest blog focused exclusively on Web 2.0 and Social Media news”.
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