A carraça.

Uma redacção parasitário-carnavalesca.

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As máscaras e os excessos próprios da época serviam para expulsar os espíritos malfazejos…

A carraça constitui um perigo para a saúde pública.
Vamos tentar conhecer o parasita um pouco mais de perto, no sentido de encontrarmos meios mais eficazes de o combater e de controlar a sua disseminação.
A carraça é um ectoparasita que usa uma vasta gama de hospedeiros para se alimentar através do seu sangue.
Das cerca de 800 espécies que há em todo o mundo, em Portugal existe uma dezena e, dentro deste grupo, há especialmente duas espécies que merecem a nossa atenção. Vamos muito sumariamente classificá-las com base em aspectos morfológicos básicos:
– A carraça “dura“, cuja cutícula de reverstimento é dura.
– A carraças “mole“, cuja cutícula é mole para poder inchar e guardar mais sangue das vítimas.
Como não voa nem salta, normalmente espera que o seu futuro hospedeiro passe, dispondo de uma sensibilidade especial que lhe permite detectar a aproximação e passagem da vítima. Quando se apercebe da passagem de um hospedeiro, dirige-se para ele, vagueando pelo seu corpo até encontrar um local seguro, como o pescoço ou a cabeça. Seguidamente introduz o seu aparelho sugador na pele e alimenta-se do sangue do hospedeiro.
Infelizmente, não há nenhum esquema de tratamento preventivo.
Em todos os seus estágios de vida (desde larva até adulto), a carraça é muito resistente. Por isso, é muito difícil combatê-la.
A carraça deve ser removida o mais rapidamente possível de forma a limitar o tempo de transmissão dos agentes causadores de doenças.
Existem vários mecanismos através dos quais a carraça pode provocar doença ou lesão no hospedeiro:
– Lesões pela acção das suas peças bucais.
– Efeitos tóxicos, pois a saliva da carraça contém neurotoxinas que podem causar paralisia.
– A ingestão de grandes quantidades de sangue da vítima pode levar à anemia e a um estado de debilitação.
– Transmissão de várias doenças.
Após remover a carraça, devemos mergulhá-la em álcool, para que se consigam eliminar também os ovos. É importante lavar bem as mãos após a remoção e manipulação das carraças. Existem instrumentos especiais para a extracção do parasita.

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