A ‘coisa nossa’ e a democracia orçamental em Portugal.

Cosa nostraOs capi das duas famílias, a primeira e a terceira, reúnem-se agora diariamente para decidir a partilha das colectas futuras  sob seu controle. Ninguém sabe o que verdadeiramente discutem os capi e os seus estados-maiores e nenhuma informação transpira para o exterior. A segunda família, com o poder disperso por muitos piccoli capi e não tendo um verdadeiro capo di tutti i capi preferiu não participar nestas reuniões, esperando que se mantenham os privilégios e as demarcações territoriais anteriores.

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O texto acima é uma das muitas formas possíveis de caracterizar estas estranhas negociações à porta fechada entre o líder dos nacionais socialistas e o seu homólogo dos nacionais centristas, para a aprovação desse fantástico exercício de futurologia a que os burocratas deram o nome de Orçamento de Estado, e deste em particular que, como toda a gente sabe, irá salvar a nação das garras da pobreza, do desemprego e do opróbio da bancarrota. Ou não…

O que é que isto tem que ver com democracia? Nada.
A propósito, recomendo a leitura do texto de José Adelino Maltez intitulado “Porque hoje é o dia do senhor e não haverá a urgente revolta dos escravos”, publicado aqui e aqui também.

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