Os faz-de-conta-que-são-socialistas que governam

Socialismoesta espécie de país estão convencidos que se expulsarem os sem-abrigo eles deixarão de existir!

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Um dos voluntários da Comunidade Vida e Paz conta-me que os novos ocupantes dos ministérios do Terreiro do Paço deram ordens para que as carrinhas que fazem as rondas noturnas (distribuindo mais que alimentos…) deixassem de parar por ali. Era debaixo das arcadas do Terreiro do Paço que muitos sem-abrigo se acolhiam para passar a noite, mas agora tiveram de encontrar novos abrigos.
É certo que a notoriedade arquitectónica do espaço é maculada pela presença destes indesejáveis – pelo menos assim parecem pensar os novos mandantes dos ministérios ali residentes. …

(Solidariedade, publicado em Novembro 26, 2009, no Insurgente)

Estou indignado.

Se não fosse tão avesso ao uso de palavrões estava agora capaz de dizer, m**da para eles.

2 responses to “Os faz-de-conta-que-são-socialistas que governam

  1. Eu participo no postcrossing, o que me faz ter de escrever sobre Lisboa a estrangeiros regularmente. Volta e meia gabo Lisboa por isso mesmo, pela mistura de opostos. Falo em relação à Avenida da Liberdade, Chiado e Baixa. É onde estão as grandes lojas; onde os escritores, pintores, actores, artistas passeiam; onde há história, cultura, etc. Mas também está cheia de miséria. Não digo que esta parte miserável tenha interesse em si mesma. O que eu acho bom, é não haver uma separação grande entre uns e outros, é haver espaço para todos. (Nas Óperas emitidas para o Largo de São Carlos pude apreciar isso de novo.) Disto eu gosto. E não falo sem conhecer, pois moro no miradouro de Santa Luzia e já morei no miradouro de Santa Catarina (Adamastor). Vivo em Lisboa e passeio muito pelas ruas à noite.
    No dia em que isto for só gente de mercedes, deixo de querer morar aqui.
    Peço desculpa por me alongar ainda mais, mas também eu fiquei com asteriscos na língua quando li isto. Ainda quero dizer só mais uma coisa.
    Quando vim para Lisboa apreciei algo a que não estava habituada. De onde vim, quando um sem-abrigo vai de um lado do passeio à noite, as pessoas mudam de rua, têm medo de se cruzar, enfim… Em Lisboa isso não acontece. Talvez porque aqui todos sejamos transparentes, mas mais vale ser tratado como se não se existisse do que como um indesejado.
    E agora vou sair daqui, que aquele contar já vai em mais de mil bebés…😦

  2. Gente ordinária e miserável. Não só não providenciam aquilo que, por primeiro, deviam providenciar – assistência social e condições de vida digna – como vivem à grande à custa de roubar descaradamente (quem trabalha neste país) e ainda se permitem enxotar os pobres e quem os ajuda! Os ladrões, os indesejáveis, os asquerosos são eles próprios – por primeiro!

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