‘Onze mil crianças “reféns” do Estado’

É raro acontecer, mas aqui está um texto que gostaria de ter escrito.

 

Isabel StilwellOs primeiros anos de vida são vitais para o desenvolvimento mental e emocional de uma criança. O facto de ser estimulada, de ter um colo só seu, influi decisivamente no futuro, não apenas do ponto de vista dessa coisa vaga chamada felicidade, mas ao nível concreto da inteligência, das capacidades e aptidões mentais: o sucesso ou insucesso escolar, as dificuldades de aprendizagem e até a marginalidade semeiam-se aqui. …

O Estado é culpado de um crime irreversível sempre que permite que uma criança seja privada do seu direito a crescer numa família, biológica ou não pouco importa. Sempre que adia soluções, merece ir a tribunal e ser condenado. …

A resposta de que ninguém as quer adoptar não pega. A lista de espera é de centenas de casais, os adoptados em 2007 nem chegaram aos 400. Como também não é verdade que os adoptantes só fiquem com bebés de olhos azuis. As adopções internacionais, embora difíceis, provam que os portugueses escolhem crianças mais velhas e de outras raças.

Excertos do Editorial de Isabel Stilwell no Destak de 22 de Setembro de 2008.

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