A verdade existe, só se inventa a mentira*

Mais uma mentira, perdão, meia-verdade de Sócrates, acerca do emprego em Portugal.

 

Diz a sabedoria popular que a meia verdade é pior do que a mentira. Assim sendo e se assim for, o mentiroso-mor cá da pátria terra subiu a um nível maior na sua nefanda tarefa governativa. Diz o “coiso” à boca cheia (de demagogia):

“Desde que o Governo de José Sócrates chegou ao poder, no primeiro trimestre de 2005, foram criados 106 mil empregos, sublinhou o primeiro-ministro na passada sexta-feira, congratulando-se com os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao terceiro trimestre, divulgados nesse mesmo dia. O Governo socialista tem como meta criar 150 mil empregos até final da legislatura, pelo que o número é, numa primeira leitura, positivo.” (in Diário Económico, 19-11-2007)

O que o “coiso” convenientemente se “esqueceu” de dizer:

“Contudo, no mesmo período houve uma destruição de 167 mil postos de trabalho com maiores qualificações – dirigentes e quadros superiores, profissionais intelectuais e científicos e técnicos de nível intermédio. Segundo o INE, eram 1,372 milhões de trabalhadores no primeiro trimestre de 2005, mas recuaram para 1,205 milhões no terceiro trimestre deste ano. Uma quebra de 12%, que fez diminuir este tipo de empregos de 27% para 23% do total.” (idem)

Eis os resultados do fantástico PLANO TECNOLÓGICO do GRANDE LÍDER:

“Os especialistas garantem que estas não são boas notícias, uma vez que mostram que o modelo de crescimento mais intensivo em tecnologia e inovação não permite resolver o problema estrutural do mercado de trabalho. A conclusão é que são os empregos de menor valor acrescentado – cafés, restaurantes, engomadorias, serviços de limpeza e manutenção, ‘call centers’, serviços de vendas, escritórios – os que mais contribuem para aliviar o grave problema do desemprego.” (idem)

“Capitulo 2
1 E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.
2 E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.
3 E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita. …” (2ª Epístola de S. Pedro)

* Provérbio popular.

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  1. Pingback: A emigração e os falsos números do desemprego em Portugal. | Um Jardim no Deserto

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